Novo cartão

GO: Alunos do Bolsa Estudo serão os primeiros usuários do Pequi Bank; veja como funciona

Sistema reúne programas, serviços e soluções financeiras em aplicativo. Apesar do nome, o Pequi Bank não é um banco

O Governo de Goiás vai lançar nesta terça-feira (16/6) o Pequi Bank, uma plataforma digital criada para integrar programas, serviços e soluções financeiras em um único lugar. Apesar do nome, a iniciativa não cria um novo banco. A proposta é funcionar como um local voltado à reunião e gestão de benefícios, pagamentos e serviços para cidadãos, empreendedores e empresas.

Os primeiros usuários da plataforma serão estudantes da rede estadual atendidos pelo programa Bolsa Estudo. Nesta fase inicial, cerca de 10 mil alunos vão passar a utilizar o novo sistema. A meta do governo é ampliar gradualmente a migração até alcançar os aproximadamente 330 mil estudantes beneficiados pelo programa até o final deste ano, quando todos deverão utilizar o novo cartão.

SAIBA MAIS:

Instituído pela Lei nº 24.334, o Pequi Bank foi desenvolvido como uma plataforma de multisserviços, conhecida como “super aplicativo”. O objetivo é reunir um leque de serviços em um único lugar, além de reduzir a necessidade de utilização de diferentes sistemas e procedimentos burocráticos.

A gestão institucional da plataforma ficará a cargo da GoiásFomento, enquanto a operação tecnológica e financeira será realizada por uma instituição autorizada pelo Banco Central. Segundo o modelo aprovado pelo Estado, os investimentos em infraestrutura, tecnologia, segurança cibernética e prevenção a fraudes serão feitos pelo parceiro privado, sem utilização de recursos públicos para implantação do sistema.

Governador Daniel Vilela sancionou a lei que institui a nova plataforma do Governo. Começo das atividades será nesta terça-feira (Foto: Reprodução/Governo de Goiás)

De acordo com a GoiásFomento, o projeto foi concebido para modernizar a prestação de serviços públicos e aumentar a integração entre governo e população. Um dos diferenciais apontados é a possibilidade de acompanhar em tempo real a aplicação dos recursos transferidos por programas sociais, ampliando a rastreabilidade e os mecanismos de controle sobre os gastos públicos.

Segundo o diretor-presidente da pasta, Rivael Aguiar, o app também contará com um hub marketplace. Trata-se de um espaço em que empresas privadas poderão ofertar serviços aos usuários da plataforma. Pereira citou como exemplo a contratação de seguros ligados a financiamentos.

App também contará com um hub marketplace com oferta de serviços por empresas privadas (Imagem meramente ilustrativa gerada por IA)

“Hoje, por exemplo, quando a pessoa contrata um empréstimo para um maquinário, é exigido que ela faça um seguro. Agora, com esse mecanismo, você terá diferentes seguradoras dentro da plataforma para escolher aquela que mais se adequa à sua realidade”, explicou Aguiar.

Além do Bolsa Estudo, a expectativa é que programas como Mães de Goiás, Aprendiz do Futuro e Crédito Social também sejam incorporados à plataforma nos próximos meses.

VEJA TAMBÉM:

Entre os serviços previstos estão cartões pré-pagos, cartões de crédito, contas digitais, integração com carteiras digitais, acesso a linhas de crédito, crédito consignado e outras soluções financeiras. O aplicativo também deverá oferecer serviços complementares, como recarga de celular, contratação de seguros, cursos de capacitação e um ambiente para comercialização de produtos e serviços.

Atual cartão utilizado por estudantes do Bolsa Estudo será substituído pelo novo, do Pequi Bank (Foto: Divulgação/Seduc)

O primeiro módulo de implantação será justamente o de cartões destinados aos usuários da plataforma. Em seguida, serão incorporadas linhas de crédito da GoiásFomento para empresas, além de novos serviços voltados tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.

Segundo estimativas do governo estadual, o Pequi Bank possui potencial para atender cerca de 660 mil usuários e movimentar aproximadamente R$ 16 bilhões por ano. Mesmo reunindo diferentes serviços financeiros, o Estado reforça que a plataforma não possui natureza bancária. O sistema foi concebido como uma infraestrutura digital para integrar benefícios públicos e serviços oferecidos por instituições financeiras autorizadas, centralizando operações em um único ambiente. 

LEIA AINDA: