Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026
Crítica

The Mooseman: jogo e arte cada vez mais próximos

Game russo avança a fronteira de vídeo games como forma de expressão, mas peca mecanicamente

Por - Goiânia, GO
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Em meio acadêmicos, pesquisadores da área de games ainda lutam para apresentar jogos eletrônicos como uma forma legítima de expressão humana, como uma obra de arte. É um caminho longo e difícil de amadurecimento pela qual outras formas já consolidadas de arte, como o teatro, o romance e o cinema, já passaram, conseguindo acomodar uma face mais comercial e outra mais experimental e artística.

Alguns jogos de arte fora do eixo já conseguiram chamar a atenção do público, como o caso dos excelentes e premiadíssimos Never Alone e Journey. É exatamente destas duas fontes que bebe The Mooseman, jogo de aventura russo criado por Vladimir Beletsky.

O game possui inspirações originais, mas se baseia principalmente no folclore eslavo, principalmente de povos nativos russos ancestrais. O xamanismo é tema central. O jogador assume o papel do personagem-título, um xamã que, com sua capacidade de enxergar os espíritos que navegam entre os planos e sua habilidade para andar pelos três planos – o Submundo, o Mundo do Meio e o Mundo Superior – vai desvendar segredos e os mistérios deste povo antig.

O bom

The Mooseman é um jogo experimental belíssimo. Sua direção de arte é impecável, sua trilha sonora envolvente. É fácil despertar a sua curiosidade para seguir adiante nessa jornada de pouco mais de uma hora de duração.

De jogabilidade muito simples, a exploração e o colecionismo são as forças que instigam o jogador. O xamã encontra espíritos, placas e palavras secretas que revelam cada vez mais fragmentos sobre tradição e folclore. Querer saber sobre tudo isso é sua principal motivação.

O ruim

Embora seja muito interessante e use mecânicas simples similares às de Journey e Never Alone, elas não são tão bem executadas aqui quanto naqueles títulos. Alguns desafios são obtusos ou senão os controles não funcionam bem.

Isso contribui para frustrar um pouco o jogador e quebrar a imersão essencial para se continuar envolvido na narrativa. Esses problemas podem fazer o jogador simplesmente colocar o controle de lado e nunca mais voltar, mesmo sendo um jogo curto.

O veredito

The Mooseman é mais uma prova viva de que os vídeo games podem ser muito mais do que correria e explosão e lhes confere legitimidade como uma plataforma interessantíssima para a expressão artística.

De encher os olhos, o jogo possui uma trilha sonora inspirada e um visual incrível e bastante original. Infelizmente, alguns problemas mecânicos quebram a imersão o que pode faz o jogador deixar o game de lado.

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