Terça-feira, 22 de Setembro de 2026
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Sabatina Mais Goiás: Cíntia Dias fala sobre fim da escala 6×1, crise no STF e defende investigação ampla

Política precisa ser séria", defendeu a candidata ao Senado

Por - Goiânia, GO
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Sabatina Mais Goiás: Cíntia defende fim da escala 6x1, fala da crise no STF e defende investigação ampla

A candidata ao Senado Cíntia Dias (PSOL) foi a primeira entrevistada na Sabatina Mais Goiás 2026, nesta terça-feira (22), em série de entrevistas com os postulantes. Durante a conversa, ela comentou sobre sua posição nas pesquisas, diálogo com a oposição, além da crise no Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar de aparecer em sexto lugar no último levantamento Goiás Pesquisas/Mais Goiás, a candidata citou a votação do presidente Lula (PT) no último pleito em Goiás como um dos fatores para crescer. “Quem vota no Lula precisa entender que, sem o time do Lula, ele não consegue entregar todos os projetos e garantir todas as ações de governo”, argumentou.

Entre os projetos, ela citou a luta pelo fim da escala 6×1, que hoje aguarda votação no plenário do Senado. Questionada sobre o que dizer ao setor produtivo, que teme riscos operacionais e de desemprego, ela fez uma comparação.

“Ouvimos o mesmo na Reforma Trabalhista, que teve o então deputado Daniel Vilela (MDB) como relator. Eles diziam que se não fizessem a reforma trabalhista, o Estado quebraria, e que fazendo, aumentaria emprego. Mentira, não aumentou. Os dados estavam lá.”

Segundo ela, no mundo, nenhum país que alterou a escala quebrou. “Muito pelo contrário. E a produção em Goiás mostrou sua capacidade de trabalhar em casa. Então, não quebrou o Estado, nem o país. Mas os pequenos e médios comerciantes precisam de uma atenção do governo federal. E eu quero, sim, rediscutir a desoneração dos impostos, da CLT, para o pequeno e médio comerciante.”

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A presidente do PSOL Goiás ainda comentou sobre o escândalo do Banco Master. Sem defender lados, ela afirmou que todos devem ser investigados.

Para Cíntia, a punição não deve servir apenas para os ministros Alexandre de Moraes ou André Mendonça, que ganharam destaque neste mês após revelações sobre o caso. “Vale, inclusive, se tiver gente do PT.”

A candidata afirma que não defenderá erros de aliados. “Isso é uma hipocrisia muito grande. A política precisa ser séria”, afirmou.

E o Moraes?

Inclusive, questionada se o escândalo que envolve Moraes e conversas com o fundador do Master, Daniel Vorcaro, pode impactar as candidaturas de esquerda, ela afirma que não. Cíntia diz que tentam associar o ministro à esquerda, mas ela reforça que ele não tem esse alinhamento.

“Quem indica o Alexandre de Moraes é o [Michel] Temer, que deu o golpe na Dilma [Rousseff]. Então, ele não é da esquerda, ele nunca foi da esquerda, e o Supremo, de uma forma geral, não se organiza com políticas muito próximas da esquerda. Pelo contrário, tem várias políticas sobre trabalhadores que o Supremo não tem uma votação expressiva a nosso favor. Então, não há vínculo com o presidente Lula e a esquerda.”

Sabatina Mais Goiás: Cíntia defende fim da escala 6x1, fala da crise no STF e defende investigação ampla
(Foto: Jucimar de Sousa)

Atuação independente de presidente

Quanto à atuação no Congresso, ela afirma que, apesar de ser candidata do presidente Lula (PT), irá atuar pelo povo goiano, independentemente de quem seja o Chefe do Executivo Federal.

“A responsabilidade que a gente tem é com o povo. Eu vou sentar com o presidente do nosso país, porque, eleita, eu vou ser senadora do Estado pelo meu país. Eu não sou senadora do PSOL ou do PT, sou senadora do Estado de Goiás. E eu quero discutir com quem estiver sentado, no Estado e no País”, pontuou.

Assista na íntegra:

Cronograma das Sabatinas

As entrevistas serão realizadas em dois horários diários, às 10h e às 15h:

  • 22 de setembro (terça-feira): Cíntia Dias (10h) e Vanderlan Cardoso (15h)
  • 23 de setembro (quarta-feira): Zacharias Calil (10h) e Gracinha Caiado (15h)
  • 24 de setembro (quinta-feira): Gustavo Gayer (10h) e Gustavo Mendanha (15h)

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