Vanderlan quer mandato de até 12 anos para ministros do STF e origem na magistratura
Senador ainda defendeu a atuação do ministro André Mendonça
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O senador Vanderlan Cardoso (PSD) quer que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham mandatos de até 12 anos. A declaração ocorreu durante sabatina realizada pela rádio Difusora Goiânia, nesta quarta-feira (9). “Precisamos de indicações técnicas, e não políticas”, disse o candidato à reeleição, ao defender que os indicados tenham origem na magistratura.
Apesar da fala, ele defendeu a atuação do ministro André Mendonça (STF), cuja origem vem da advocacia. Segundo ele, a decisão do magistrado de afastar a cúpula da Polícia Federal (PF) foi “absolutamente necessária”. “Conheço bem o ministro Mendonça. Ajudei a confirmar sua indicação. Ele é um homem de caráter. Se tomou essa decisão de afastar Andrei Rodrigues, diretor-geral, e Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência, é porque tinha plena convicção do que estava acontecendo. Uma decisão absolutamente necessária”, disse.
Em sua fala, o senador ainda reforçou a necessidade do afastamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do ministro do STF Alexandre de Moraes. “Essas duas situações estão complicadas. Inclusive, o ex-presidente Michel Temer, que fez a indicação de Moraes ao Supremo, pediu que ele procurasse o André Mendonça. O Moraes começou tudo isso, usando de maldade, arbitrariedade e desvios de conduta”, afirmou.
“Vou brigar pela presidência do Senado. E vou pautar os pedidos de impeachment de ministros do STF. Já são quase 100 pedidos na Casa”, continuou o candidato à reeleição.
Nesta tarde, o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, decidiu suspender as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Dino havia mandado reintegrar a cúpula da PF, após decisão do colega pelo afastamento.
Segundo o presidente do STF, Moraes e Mendonça estavam deliberando sobre questões correlatas, com base em provas comuns. Para ele, “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”.
O despacho do presidente do STF foi provocado por um recurso formulado pela Advocacia-Geral da União (AGU), que tenta reverter o afastamento do chefe da PF. Dino, por sua vez, havia se manifestado sobre as suspeitas de irregularidades em emendas relacionadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.