Saiba por que as ações da Renner estão despencando na Bolsa
Renner admite que vendas no primeiro semestre ficaram abaixo do esperado, o que obrigou a rede a revisar projeções de crescimento anteriormente divulgadas
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Os papéis da Lojas Renner (LREN3) registram forte desvalorização nesta sexta-feira, depois que a varejista apresentou resultados do segundo trimestre abaixo das expectativas dos analistas e revisou para baixo suas estimativas de desempenho para 2026. Por volta das 14h01, as ações caíam 12,46%, negociadas a R$ 11,64, após chegarem a recuar 14,2% nas primeiras horas do pregão.
A queda reflete a repercussão negativa do balanço financeiro, que trouxe um lucro líquido inferior ao projetado pelo mercado, além da redução nas metas de crescimento da receita da operação de varejo. A companhia agora prevê expansão entre 4% e 8%, abaixo da estimativa anterior, que variava de 9% a 13%.
De acordo com a Renner, a revisão das projeções está relacionada ao desempenho das vendas no primeiro semestre, considerado inferior ao esperado, e a um cenário macroeconômico e competitivo mais desafiador.
Na avaliação do Itaú BBA, a combinação entre um resultado operacional fraco e o corte nas perspectivas para a receita tende a manter pressão sobre as ações da empresa.
“Os números vieram abaixo do esperado, incluindo uma retração de cerca de 2% no Ebitda, além de uma redução significativa no guidance de crescimento da receita do varejo, de 9%-13% para 4%-8%. Isso deve continuar pesando sobre o desempenho das ações, especialmente porque essa revisão ocorre logo no primeiro ano do ciclo das projeções”, escreveu o analista Rodrigo Gastim.
O Citi também avaliou o desempenho da companhia de forma negativa, classificando o resultado como “muito abaixo do esperado”. Em relatório, o analista João Pedro Soares afirmou que os investidores deveriam estar preparados para o impacto causado pela divulgação dos números.
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Segundo o banco, as vendas nas mesmas lojas (same-store sales) cresceram apenas 0,5% entre abril e junho, índice bem inferior à média observada no setor. A administração da Renner atribuiu esse desempenho à base de comparação elevada do segundo trimestre de 2025 e à redução no fluxo de consumidores durante o período da Copa do Mundo.
Na visão do Citi, os resultados reforçam o momento desafiador enfrentado pelo varejo brasileiro.
“Os números ficaram aquém das expectativas e, como consequência, houve uma revisão para baixo do guidance, o que reforça o cenário macroeconômico adverso no Brasil”, destacou o banco em relatório. A instituição também apontou que a geração de caixa da companhia representou “mais uma decepção”.