Quinta-feira, 24 de Setembro de 2026
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Sabatina Mais Goiás: Gayer fala sobre crises no PL, relação com a imprensa e defende filme de Bolsonaro

"Eu respeito uma hierarquia e a minha maior liderança é o Bolsonaro"

Por - Goiânia, GO
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Sabatina Mais Goiás: Gayer fala sobre crises no PL, relação com a imprensa e defende filme de Bolsonaro

Candidato ao Senado, o deputado federal Gustavo Gayer (PL) participou da Sabatina Mais Goiás nesta quinta-feira (24). Durante a entrevista, ele falou sobre as crises no PL goiano, relação com a imprensa, além do caso Master.

Logo no começo, ele afirmou que nunca defendeu aliança com qualquer grupo em Goiás. Ele respondia acerca das conversas para uma possível chapa do PL com o governador Daniel Vilela (MDB) no começo do ano, que foi interrompida após o senador Wilder Morais (PL) garantir o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para concorrer ao governo. Naquele momento, o parlamentar e o presidente do PL goiano tiveram desentendimentos.

“Eu respeito uma hierarquia e a minha maior liderança é o Bolsonaro. E, lá atrás, quando o Bolsonaro ainda acreditava que seria o candidato, antes do julgamento, a ideia era a seguinte: nos estados em que houvesse um candidato à presidência que fosse de direita, nós não vamos comprar briga com esse candidato para que nós possamos nos unir no segundo turno”, iniciou a explicação.

Segundo Gayer, o ex-presidente pediu que ele se aproximasse de Ronaldo Caiado (PSD) para evitar brigas, assim como em outros estados com presidenciáveis de direita. “Nesses estados, a ideia era não colocar um candidato ao governo para não brigarmos com o grupo de lá e ter o grupo de lá nos apoiando no segundo turno.”

Ele continuou: “A percepção mudou, a cúpula decidiu colocar o Wilder como candidato e eu falei: ‘Tá bom’. Já que o Wilder é o candidato, hoje ele é o candidato. O que eu estava fazendo era seguir ordens da época em que o Bolsonaro estava livre. Agora, o Bolsonaro está preso e isso complicou a nossa vida.” Por fim, ele afirmou que tudo foi resolvido e tem trabalhado para Wilder chegar ao segundo turno e vencer as eleições.

Ainda sobre o partido, ele comentou a briga entre Wilder e o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), que declarou apoio ao governador Daniel Vilela. “Essa briga interna, principalmente no ano eleitoral, não é boa. O Márcio é uma liderança muito forte. Ele não é hoje apenas o prefeito de Anápolis. Ele está em terceiro lugar no Brasil em cidades com mais de 200 mil habitantes, de aprovação, e em primeiro em Goiás. É um cara muito forte, tem alcance nas redes sociais, está apoiando o Flávio Bolsonaro (PL)”, destacou.

Gayer citou, ainda, que Márcio o apoiou e também o candidato a deputado federal Major Vitor Hugo (PL). “Os três principais nomes indicados por Bolsonaro ele apoia. Ele decidiu não apoiar Wilder, mas ali eu acho que é um problema pessoal. Algum atrito que os dois tiveram”, afirmou.

“Isso não quer dizer que ele está traindo o partido. Ontem mesmo ele estava na rua pedindo voto para o Flávio Bolsonaro. Eu e ele criamos o primeiro comitê de distribuição do Flávio Bolsonaro em Goiás, em Anápolis, graças a ele.”

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(Foto: Jucimar de Sousa)

Moderação e imprensa

Gayer disse durante a sabatina que aprendeu nos últimos quase quatro anos que a indignação não se transforma em ação. Para ter resultados concretos, citou o deputado, é preciso andar com pessoas e formar grupos. “Eu continuo sendo radical na defesa daquilo que eu defendo, mas hoje eu converso com todos. Eu entendo que até as pessoas que discordam completamente de mim, elas têm boas intenções, às vezes.”

Conforme o candidato, a pessoa ter experiência que a levaram a uma visão diferente de mundo não faz dela ruim. “Posso considerar desinformada ou desenganada, mas não acho que é uma pessoa ruim. Mas hoje converso com todo mundo e, graças a isso, estamos formando um grupo muito grande em Goiás”, disse.

Ele ainda disse ter apoios que nunca imaginou. Além de 45 prefeitos, ele destacou candidatos a deputado de legendas diferentes do PL.

Naquele momento, o deputado também respondeu sobre um tema que marcou parte de seu mandato: o envio de “receita de bolo” como resposta para jornalistas. Questionado se manteria a prática, ele disse que “depende”. “Tem jornalistas que fazem questão de desvirtuar tudo aquilo que eu falo. Já aconteceu inúmeras vezes. Já fiz a tentativa de conversar, ele desvirtua aquilo para tentar denegrir a minha imagem.” O político, entretanto, afirma que verá caso a caso essa situação. “Tem pessoas que não dá para conversar, que me odeiam. Mas agora estou conversando com todos e vendo quem é militante e quem é profissional.”

Caso Master

Defensor do impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o deputado enfatizou que sempre esteve certo quanto ao magistrado, que teve conversas reveladas que mostravam uma relação de proximidade com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Perguntado sobre porque o alvo principal seria Moraes, uma vez que outros foram citados, ele declarou ser preciso começar por alguém, e o ministro já vinha cometendo irregularidades.

Sobre o envolvimento de seu candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), que pediu dinheiro para financiar a cinebiografia do pai ao ex-baqueiro, ele comparou com os recursos destinados à obra cinematográfica do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Michel Temer. “Quando foi feito o pedido de financiamento do filme foi antes de sair qualquer notícia sobre o Vorcaro. Naquela época, Vorcaro era enaltecido como futuro do sistema financeiro brasileiro.”

Segundo ele, quando uma pessoa pede dinheiro a alguém, sem o conhecimento de que essa pessoa cometeu crime, ela age de boa fé. “Não quer dizer que você faz parte do crime.”

“Se houvesse desvio, como o filme estaria pronto?”, defendeu a produção. “A Ancine já liberou a apresentação do filme no cinema. Está se tentando criar uma equivalência, me desculpa, que é quase idiotice. Aqui tem um pedido de dinheiro para financiar um filme, no qual não houve contrapartida e o filme existe. Aqui nós temos o Lula encontrando o Vorcaro fora da agenda, com o Galípolo, com o Rui Costa, onde fala para o Vorcaro não vender o banco, que, quando o ‘meu diretor do Banco Central entrar, a gente vai te ajudar’.”

Questionado sobre o fato de o Banco Master ter sido aberto pelo BC durante a gestão Bolsonaro e fechado na gestão Lula, Gayer afirma que o presidente Gabriel Galípolo não teve escolha. “Havia dois grupos e uma rixa lá dentro do Banco Central. Um que era contra o fechamento [do Master] e outro que sabia que havia coisas suspeitas acontecendo. O que acontece é que a Polícia Federal já tinha provas das fraudes bancárias e o Galípolo ficou sem opção, sem saída”, disse.

Assista na íntegra:

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Cronograma das Sabatinas

As entrevistas serão realizadas em dois horários diários, às 10h e às 15h:

  • 22 de setembro (terça-feira): Cíntia Dias (10h) e Vanderlan Cardoso (15h)
  • 23 de setembro (quarta-feira): Zacharias Calil (10h) e Gracinha Caiado (15h)
  • 24 de setembro (quinta-feira): Gustavo Gayer (10h) e Gustavo Mendanha (15h)

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