Governo do Rio parcela salários de novembro em até nove vezes
Medida foi adotada porque, com receitas em queda e desequilíbrio fiscal, o Estado não tem dinheiro para quitar seus compromissos
Ir direto pra matériaO governo do Rio anunciou que vai pagar em até nove parcelas os salários de novembro de uma parte dos servidores ativos, inativos e pensionistas. O depósito ocorrerá entre os dias 23 de dezembro e 17 de janeiro. A medida foi adotada porque, com receitas em queda e desequilíbrio fiscal, o Estado não tem dinheiro para quitar seus compromissos.
Já os funcionários ativos e inativos da área de Segurança receberam os vencimentos integralmente ontem (16). São policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários. Na quarta-feira (14) foi feito o pagamento para os servidores ativos da Educação.
De acordo com o governo, os valores totais pagos representam 59,8% da folha de novembro, que é de R$ 2 bilhões. O Estado informou ainda que os servidores que ganham os menores salários terão os vencimentos quitados integralmente já nas parcelas iniciais.
A primeira parcela, que será paga no dia 23, tem valor estimado em R$ 370. No dia 29 serão depositados R$ 270; em 03 de janeiro, aproximadamente R$ 250; em 05 de janeiro, aproximadamente R$ 350; em 09 de janeiro, aproximadamente R$ 500; em 11 de janeiro, aproximadamente R$ 350; em 12 de janeiro, aproximadamente R$ 2.900; em 13 de janeiro, aproximadamente R$ 1.300. Por último, quem tem valores restantes a receber têm o depósito no dia 17 de janeiro. Os valores são aproximados porque dependem da receita efetiva de tributos que entrará nos próximos dias nas contas estaduais.
O governo fluminense estima que em 03 de janeiro 71% da folha estará quitada, com 56,4% dos servidores pagos integralmente. O Estado ponderou que o calendário só será cumprido se não houver bloqueios das suas contas, como tem ocorrido nos últimos meses.
Entre os dias 12 e 16 de dezembro foram bloqueados R$ 84 milhões pela União. Nos próximos dias 19 e 20, serão bloqueados mais R$ 66 milhões. “Os bloqueios são contratuais pelo não pagamento da dívida. O calendário divulgado considera os bloqueios mencionados”, explicou o governo em nota.