MP apura atendimento da TAM a passageira com deficiência
O MP apura a eventual falha no direito de informação e transporte da consumidora com necessidade de atendimento especial.
Ir direto pra matériaO Ministério Público Estadual de São Paulo instaurou inquérito civil para apurar um suposto problema com uma passageira que teria sido impedida de embarcar com cadeira de rodas em uma aeronave. O MP apura a eventual falha no direito de informação e transporte da consumidora com necessidade de atendimento especial.
A Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, responsável pela condução do inquérito, expediu ofício à companhia aérea para que apresente informações referentes ao caso em 15 dias. Procurada pela reportagem, a TAM se limitou a dizer que se manifestará nos autos do processo.
A investigação teve início após notícia de que a passageira com necessidade de atendimento especial, e usuária de cadeira de rodas motorizada, teria sido impedida pela empresa de embarcar com o equipamento completo. A mulher teria sido informada que as baterias da cadeira de rodas não poderiam ser transportadas no mesmo voo. O impedimento gerou reclamação já que a companhia foi informada antecipadamente sobre a condição da passageira. Ela embarcaria em voo com destino à Cidade do México, partindo do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
Na portaria que instituiu a apuração, a Promotoria lembra que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência determina aos Estados signatários que tomem “as medidas apropriadas para assegurar às pessoas com deficiência o acesso, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, ao meio físico, ao transporte, à informação e comunicação.”
A notícia de investigação do caso surge uma semana depois de polêmicas envolvendo o atendimento de companhias aéreas a pessoas com deficiência. No dia 1º de dezembro, a imagem da executiva Katia Hemelrijk se arrastando para subir escadas e embarcar em uma aeronave em Foz do Iguaçu, no Paraná, ganhou repercussão e atraiu solidariedade para a cadeirante.