Sábado, 19 de Setembro de 2026
ECONOMIA

Revendedores de gás ameaçam paralisação após aumentos em botijões em Goiás

Mobilização pretende questionar distribuidoras sobre aumentos de até R$ 8 no preço do botijão de 13 kg

Pedro Moura
Por - Goiânia, GO
Publicado em: • Atualizado em:
Homem transporta botijões de gás de cozinha em distribuidora (Foto: Agência BrasiL)

Empresas e funcionários do setor de compra e revenda de gás de cozinha ameaçam iniciar uma paralisação geral a partir da próxima segunda-feira (21), como forma de protesto contra aumentos considerados abusivos pela categoria. Conforme o Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás da Região Centro-Oeste (Sinergás), o segmento foi surpreendido por distribuidoras com aumentos entre R$ 4 e R$ 8 nos preços do botijão de 13 kg (P13). Atualmente, o produto é comercializado por, em média, R$ 130 em Goiás. 

O acréscimo ocorreu após reajuste por parte da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no início de setembro.  Segundo o presidente da entidade, Zenildo Dias do Vale, caminhões de revendedores devem ser mobilizados em frente às companhias distribuidoras. O movimento prevê movimentar cerca de oito mil funcionários das companhias de gás em todo o país. 

“Esse ajuste é das companhias de gás e não do Governo Federal. Não é apenas uma quesrtão de preços, mas, sobretudo, de falta de transparência. Em Goiás, vendemos cerca de 70 mil botijões por dia. Uma média de 2 milhões por mês”, explica Zenildo.

LEIA TAMBÉM

Gás de cozinha de 13 kg - (Foto: reprodução)
Gás de cozinha de 13 kg – (Foto: reprodução)

Comércio afetado 

A estimativa do setor é de que a venda de, aproximadamente, 35 milhões de botijões de 13 quilos, conhecidos como P13, sejam afetados pela mobilização. A paralisação tem como alvo distribuidoras como Copa Energia, Ultragaz, Nacional Gás, Supergasbras e Consigaz. 

O Sinergás afirmou ainda que pretende encaminhar uma investigação ao Ministério Público Federal (MPF), à Polícia Federal (PF), ao Ministério de Minas e Energia e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis para apurar o suposto aumento abusivo. 

Categorias:
Cidades
Tags:
Aumento brasil cozinha Distribuidoras Gás Goiás Paralisação Setor de revenda