Feminicídio

Suspeito de matar companheira é preso assinando certidão de óbito da vítima

Juliana Ferraz Nascimento, de 23 anos, foi estrangulada durante uma briga do casal

Peritos constataram lesões de estrangulamento no pescoço de Juliana Ferraz Nascimento, 23 anos, além de marcas que podem ser de lesões anteriores (Imagem: Redes sociais)

O ajudante de motorista identificado como R.B., de 24 anos, foi preso em flagrante suspeito de matar a companheira Juliana Ferraz Nascimento, de 23, estrangulada durante uma briga do casal na madrugada do último domingo (6) em Jundiaí (SP), cidade a cerca de 60 km de São Paulo.

O suspeito teria dito à família e à polícia que a mulher morreu depois de sofrer uma queda no banheiro. Ele foi preso horas depois do crime, enquanto assinava os documentos de óbito da vítima.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito teria dito que Juliana foi encontrada sem vida no banheiro da residência do casal, na Vila Cidadania. O ajudante de motorista teria relatado que ao acordar durante a madrugada, por volta das 4h30, não encontrou a mulher no quarto, percebeu que o chuveiro estava ligado e escorria água por baixo da porta do banheiro.

Como o banheiro estava trancado, R. então teria chamado pela mulher; sem resposta ligou para o cunhado, irmão de Juliana. Os dois arrombaram a porta do cômodo e encontraram a jovem caída. O Samu (Serviço Móvel de Urgência) foi chamado e constatou que Juliana estava sem vida.

Ainda segundo a Polícia Civil, o suspeito teria dito que, na noite de sábado, o casal estava em uma chácara comemorando o aniversário de um familiar do suspeito, onde os dois teriam consumido bebidas alcoólica. Ao chegar em casa, segundo o ajudante de motorista, ele foi dormir enquanto Juliana tomava banho. Ele teria sentido a ausência da mulher durante a madrugada.

O corpo de Juliana foi levado ao IML (Instituto Médico Legal), onde os peritos constataram lesões de estrangulamento no pescoço da jovem, além de marcas que podem ser de lesões anteriores — o que pode indicar que a jovem seria vítima de violência doméstica.

Como o resultado do laudo tinha divergências com a versão do marido, a polícia foi até o cemitério da cidade, onde encontrou o suspeito. Ele fazia a documentação do óbito da mulher quando foi preso em flagrante.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), o caso foi registrado como violência doméstica, feminicídio e fraude processual.

O suspeito foi levado para a cadeia de Campo Limpo Paulista, onde aguarda decisão judicial. Universa não conseguiu informações sobre a defesa do suspeito e por isso não conseguiu contato.

A reportagem tentou contato com a família da vítima por mensagens, mas não obteve retorno até esta publicação.

Juliana foi velada na manhã de hoje no velório Parque dos Ipês, e sepultada no cemitério do mesmo local.