Domingo, 20 de Setembro de 2026
LEMBRANÇA

Jovem de 20 anos que morreu após acidente em Anápolis chamava atenção pela maturidade: ‘era muito responsável’

Tia e melhor amiga de Larissa relembram momentos da jovem, sua rotina de trabalho, personalidade e os planos interrompidos pelo acidente

Por - Goiânia, GO
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Foto de Larissa, jovem de 20 anos que morreu após ficar internada em Anápolis

Vítima de um acidente que aconteceu no dia 28 de agosto no bairro de Lourdes, em Anápolis, Larissa Eduarda da Silva Brito, de 20 anos, era uma jovem muito ligada à família e descrita pela tia, Juciane Silva, como respeitosa, trabalhadora, madura e responsável. Juciane acompanhou a sobrinha desde o nascimento e conta que foi uma das primeiras pessoas a pegá-la no colo. Com o passar dos anos, a relação entre as duas se manteve próxima, a ponto de Larissa e a irmã serem consideradas como filhas por ela.

“Foi uma menina que eu vi nascer, que eu fui uma das primeiras pessoas a pegar no colo”, relembra Juciane. A tia conta que as duas cresceram próximas e costumavam passar juntas momentos importantes, como aniversários e festas de família. No último Natal, por exemplo, Larissa esteve na casa dela acompanhada de pessoas próximas.

Juciane também lembra dos hábitos da sobrinha dentro de casa. Larissa gostava de cozinhar e de fazer bolos, além de ser uma jovem dedicada ao trabalho e aos próprios planos. “Amava fazer bolo, amava cozinhar”, conta.

Larissa ainda criança, em registro guardado pela família (Foto: Arquivo pessoal)

Para a tia, a maturidade era uma das características que mais chamavam atenção. Mesmo com apenas 20 anos, Larissa era vista como uma pessoa responsável e que sabia o que queria para o futuro. “A Larissa era uma menina muito sonhadora, uma menina muito madura para a idade dela, muito responsável. Então, ela tinha sonhos e planos para o futuro”, afirma.

A família também tinha planos de continuar criando momentos juntos. Depois de uma sequência de aniversários entre os parentes em agosto e no início de setembro, eles estavam se organizando para viajar para Pirenópolis no domingo seguinte ao acidente. A ideia era que todos seguissem juntos, em carros separados.

Poucos dias antes do acidente, a família já se organizava para uma viagem a Pirenópolis. A mãe de Larissa chegou a conversar com a filha sobre o que levariam para o passeio, que estava previsto para o domingo seguinte.

Depois que Larissa foi internada, os familiares passaram a esperar pela recuperação da jovem. Juciane conta que acreditava que ela deixaria a UTI e voltaria para casa. Com isso, a família ainda tinha esperança de retomar os planos da viagem em outra oportunidade.

“A gente estava se organizando para ir, mas, enfim, não deu tempo”, lamenta.

Amizade construída no trabalho

No trabalho, Larissa também deixou pessoas que guardam lembranças da convivência com ela. Ângela Maria Félix da Silva, de 47 anos, conheceu a jovem durante a integração do Rio Vermelho Atacadista do Bar Maracanã, onde trabalharam juntas por dois anos e cinco meses.

Ângela conta que sentiu uma conexão com Larissa logo nos primeiros contatos. Para ela, a jovem era uma pessoa do bem, simpática e que conseguia criar vínculos com facilidade.

“Eu já senti que ela era uma pessoa do bem. Eu já senti uma conexão muito grande entre eu e ela”, afirma.

A amiga lembra que Larissa conquistou muitas amizades no ambiente profissional e contribuía para deixar a rotina mais leve. “Ela proporcionou muita alegria, ela fez muitas amizades ali”, conta.

A relação entre as duas foi além da convivência no trabalho. Elas trocavam conselhos e buscavam ajudar uma à outra em diferentes situações. Por causa da diferença de idade, Larissa brincava e chamava Ângela de “segunda mãe”.

Larissa e Ângela construíram uma amizade que começou no trabalho e se tornou uma relação de confiança e companheirismo (Foto: Arquivo pessoal)

“Eu aconselhava muito, ela me aconselhava, eu acatava os conselhos dela, ela acatava os meus”, relembra.

Ao falar sobre a perda, Ângela diz que gostaria de estar contando a história da amiga em outra situação, com Larissa presente. “Eu queria estar falando dela, assim, ela aqui do meu lado, eu podendo abraçar, eu podendo estar vendo o sorrisinho dela”, afirma.

A lembrança da amizade, segundo ela, permanecerá mesmo após a morte da jovem. “Minha melhor amiga Lara vai ficar eterna no meu coração”, declara.

Relembre o caso

O acidente que deixou Larissa gravemente ferida ocorreu na noite de 28 de agosto, no cruzamento da Avenida Comercial com a Rua 14, no Bairro de Lourdes, em Anápolis. A jovem estava na garupa da motocicleta pilotada pelo namorado quando o veículo foi atingido por um carro. A motorista teria desrespeitado a sinalização de parada e avançado no cruzamento.

A colisão fez o casal cair da motocicleta e provocou ferimentos nos dois. Larissa recebeu os primeiros atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi levada ao Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana). Devido à gravidade do quadro, ela passou por cirurgia e permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A jovem ficou cerca de duas semanas no hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O namorado também ficou ferido no acidente, com uma lesão no pé, e segue se recuperando em casa.

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