Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026
LUTO

‘Virou estrelinha’: filha de mulher que morreu com queimaduras do Hugol diz que sente falta da mãe

Geovanna deixa dois filhos, 8 e 4 anos

Luanna Marques
Por - Goiânia, GO
Publicado em:
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Aos 23 anos, Geovanna Janny Brites Monteiro era mãe de dois filhos, uma menina de 8 anos e um menino de 4, e vivia com o pai e a filha no Jardim Novo Mundo, em Goiânia. Descrita pela família como uma pessoa carinhosa, prestativa e que tinha muitos amigos, ela morreu no domingo (13), após passar cerca de uma semana internada com queimaduras graves. “Ela vinha toda vez aqui pra casa, eu ia pra casa dela com meu filho. Era uma pessoa de ajudar todo mundo”, contou a irmã, Thamires Cristina Soares de Oliveira, ao Mais Goiás.

A filha de Geovanna, de 8 anos, agora está sob os cuidados da tia. Segundo Thamires, a menina chegou a perguntar pela mãe após a morte. “Ela falou assim: ‘Titia, a mamãe está no hospital?’. Eu falei: ‘A mamãe virou uma estrelinha no céu, está cuidando de você lá de cima’”, relatou.

Geovanna morreu após dias internada no Hugol (Foto: Reprodução)

Geovanna saiu de casa no dia 28 de agosto para visitar a madrinha, em Goianira. Depois disso, a família passou dias sem notícias sobre o paradeiro dela. No dia 6 de setembro, os familiares descobriram que a jovem estava internada no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), para onde havia sido levada após sofrer queimaduras graves. Eles foram até a unidade e confirmaram que se tratava de Geovanna, que estava desaparecida.

Segundo a família, antes de sofrer as queimaduras, Geovanna teria comprado gasolina em um posto localizado próximo ao Hugol.

Thamires contou à reportagem que chegou a receber um vídeo no qual o homem que teria socorrido Geovanna relata como a encontrou. Segundo ele, foi usado o extintor de incêndio que estava em sua caminhonete para ajudar a apagar as chamas.

Assista:

A Polícia Científica confirmou a identidade de Geovanna e apontou as queimaduras como causa da morte. Segundo o órgão, a equipe foi acionada apenas após o óbito, para os procedimentos relacionados ao corpo, e não realizou perícia no local onde ela sofreu as lesões. Por isso, não há elementos que permitam esclarecer a dinâmica do caso.

A ocorrência é investigada pela Polícia Civil de Goiás e foi registrada inicialmente como morte acidental. A família, porém, questiona o que aconteceu durante o período em que Geovanna ficou desaparecida e busca respostas sobre as circunstâncias que antecederam as lesões.

Entre os pontos levantados pelos familiares estão a compra de gasolina e momento em que ela sofreu as queimaduras. A irmã de Geovanna questiona a responsabilidade do frentista que entregou o combustível à jovem. Segundo Thamires, ela aparentava estar desorientada no momento da compra e o funcionário deveria ter percebido a situação.

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