‘Não descartamos nada’: polícia amplia buscas em área onde ilustrador foi visto pela última vez em Aparecida
Testemunha relatou ter visto o ilustrador entrar na mata e um homem seguir pelo mesmo caminho, mas a polícia não trabalha, por enquanto, com hipótese de homicídio
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A Polícia Civil ampliou, nesta terça-feira (25), as buscas por Jefferson de Oliveira, ilustrador e marceneiro desaparecido há 30 dias após um acidente em Aparecida de Goiânia. As equipes concentram a operação em uma área de mata no Setor Vale do Sol, onde ele foi visto pela última vez. Segundo o delegado Sérgio Henrique Alves, a intenção é esgotar as buscas no local e tentar localizar Jefferson. “Não descartamos que tenha sido vítima de crime, não descartamos que ele tenha morrido por conta do acidente, não descartamos ele estar vivo. Nós não temos como descartar nada no momento”, afirmou o delegado ao Mais Goiás.
Ainda segundo o delegado, Jefferson saiu do carro após o acidente e entrou em uma estrada utilizada por ciclistas, às margens da Avenida Jataí. Até o momento, não há indícios de que ele tenha sido perseguido ou atacado por outra pessoa.
A nova etapa das buscas conta com equipes do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia e do Corpo de Bombeiros de Aparecida de Goiânia e Anápolis. Dois cães especializados em buscas por pessoas também foram levados para auxiliar na operação.
Uma testemunha relatou ter visto Jefferson entrando na mata e um homem seguindo pelo mesmo caminho. O relato é considerado pela investigação, mas, segundo o delegado, ainda não há elementos que indiquem que esse homem tenha cometido algum crime contra o ilustrador.
Ao Mais Goiás, Sérgio Henrique Alves reforçou que nenhuma hipótese foi descartada pela investigação. Segundo ele, a prioridade, neste momento, é concluir a varredura na área onde Jefferson foi visto pela última vez. “Nós estamos investigando. A nossa tarefa hoje foi justamente fazer uma varredura no local onde ele foi visto pela última vez, com cães farejadores especialistas em procurar cadáver. Até o presente momento não encontramos. É uma área vasta e ainda tem pessoas trabalhando”, afirmou.
Buscas
Os dois cães utilizados na operação são treinados para localizar pessoas vivas ou mortas. Segundo o major Rogério Matos, do Corpo de Bombeiros, os animais foram empregados durante a manhã e passaram por um período de descanso, alimentação e hidratação antes de retornar à área de buscas.
As equipes também fazem uma varredura a pé pela região, considerada de difícil acesso. O trabalho começa no ponto onde ocorreu o acidente e avança pela área de mata em busca de vestígios que possam indicar por onde Jefferson passou. De acordo com ele, os cães são considerados suficientes para fazer a varredura do perímetro definido pelas equipes. O trabalho é feito de forma coordenada com os bombeiros que percorrem a área a pé.
Apesar de o caso estar sendo acompanhado pelo Grupo de Investigação de Homicídios, a Polícia Civil afirma que Jefferson ainda é tratado como uma pessoa desaparecida, e não necessariamente como vítima de um crime. O delegado Sérgio Henrique explicou que a prioridade é esgotar as possibilidades de localização na região onde Jefferson foi visto entrando. Segundo ele, caso o ilustrador não seja encontrado nesta terça-feira, as buscas devem continuar nos próximos dias.
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Desaparecimento
Jefferson de Oliveira desapareceu no dia 25 de julho, após sofrer um acidente de carro no Setor Vale do Sol, em Aparecida de Goiânia. Depois de sair do veículo, ele teria seguido a pé pela estrada de ciclistas em direção à área de mata.
Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros já realizaram buscas na região. Nesta terça-feira, a operação foi ampliada com a participação da Polícia Civil, bombeiros de Aparecida de Goiânia e Anápolis e cães especializados.
Até o momento, Jefferson não foi localizado. As equipes afirmam que as buscas devem continuar até que sejam esgotadas as possibilidades de encontrá-lo na região.
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