Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026
DESAPARECIDOS

Goiás terá coleta de DNA em 23 municípios para ajudar a identificar pessoas desaparecidas

Coleta é gratuita e pode ser feita por familiares de primeiro grau

Luanna Marques
Por - Goiânia, GO
Publicado em:
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Familiares de pessoas desaparecidas que ainda não doaram material genético podem realizar a coleta em 23 municípios de Goiás. A ação faz parte da quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, realizada entre esta segunda-feira (24) e sexta-feira (28) em todo o país.

Em Goiás, os pontos de coleta estão distribuídos pelos municípios de Águas Lindas, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas, Campos Belos, Catalão, Ceres, Formosa, Goiás, Goianésia, Goiânia, Iporá, Itumbiara, Jataí, Luziânia, Mineiros, Morrinhos, Porangatu, Posse, Quirinópolis, Rio Verde, São Luís dos Montes Belos e Uruaçu.

➡️Lista completa de pontos de coleta

A coleta é gratuita e o material genético dos familiares é analisado para auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas. Os perfis genéticos podem ser comparados com amostras de pessoas encontradas, vivas ou mortas, e ainda não identificadas. Em Goiás, informações sobre o serviço podem ser obtidas pelo telefone (62) 98140-4071, que também funciona como WhatsApp.

O material genético dos familiares é analisado e inserido nos bancos de perfis genéticos. Os perfis podem ser comparados com amostras de pessoas encontradas vivas ou mortas e ainda não identificadas, na tentativa de encontrar vínculos genéticos que ajudem a esclarecer casos de desaparecimento.

A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com participação dos estados e do Distrito Federal.

Quem pode fazer a coleta

A doação de DNA é voluntária e pode ser realizada por familiares de pessoas desaparecidas que ainda não tenham fornecido material genético.

A recomendação é priorizar familiares de primeiro grau, seguindo a seguinte ordem:

  • pai e/ou mãe biológicos;
  • filhos biológicos e o outro genitor;
  • irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe.

Quando possível, é indicado que mais de um familiar faça a coleta. Caso não seja possível seguir essa ordem, outros parentes podem ser considerados pela equipe responsável, conforme o caso. Quem já realizou a coleta anteriormente em uma instituição oficial deve informar a equipe responsável no momento do atendimento.

Como o DNA é coletado

A coleta é simples e pode ser feita com um cotonete passado na parte interna da bochecha ou por meio de uma gota de sangue retirada do dedo, conforme o procedimento adotado no local.

Não é necessário estar em jejum para realizar a coleta. Crianças também podem doar, desde que estejam acompanhadas pelo responsável legal. O material genético coletado é utilizado para auxiliar na busca e identificação de pessoas desaparecidas.

O que levar

Para fazer a coleta, o familiar deve apresentar:

  • documento de identificação;
  • informações do Boletim de Ocorrência (BO) do desaparecimento, como número, estado onde foi registrado e delegacia responsável;
  • se possível, uma cópia do BO.

Também podem ser apresentados objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter material genético, como escova de dentes ou outros itens que possam ser avaliados pela equipe responsável.

Não há prazo limite para a realização da coleta após o desaparecimento. O procedimento também pode ser feito fora do período da mobilização, nas instituições oficiais responsáveis pela perícia.

Quem ainda não registrou o desaparecimento deve procurar uma delegacia para fazer o Boletim de Ocorrência.

Mobilização nacional

A quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas ocorre de 24 a 28 de agosto de 2026. A ação é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e conta com a participação dos estados e do Distrito Federal.

Além do período da campanha, a coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas permanece disponível nas instituições oficiais de perícia.

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