Governo do Rio: Eduardo Paes tem 37%, Ruas 14% e Garotinho 7%, diz Quaest
Candidato do PL, Douglas Ruas aparece à frente de Garotinho (Republicanos), que soma 7%. Paes foi prefeito da capital do RJ
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(O Globo) Divulgada nesta terça-feira, a nova pesquisa Quaest para o governo do Rio de Janeiro mostra o ex-prefeito da capital fluminense Eduardo Paes (PSD) na liderança das intenções de voto, com 37%. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Douglas Ruas (PL), e o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) aparecem em seguida, com 14% e 7%, respectivamente. A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou menos.
No último levantamento da Quaest, divulgado em julho, Paes marcava de 38% a 42% das intenções de voto nos cenários da pesquisa estimulada, e os adversários mais próximos dos números de Paes, Garotinho e Ruas, marcavam 10%. Apesar do indicativo de avanço de Ruas após o início da campanha eleitoral, as duas pesquisas não são diretamente comparáveis, pois a última tinha o ex-governador Wilson Witzel (DC) entre os candidatos.
A pesquisa desta terça-feira mostra o vereador pelo Rio William Siri (PSOL) com 3% das intenções de voto. Coronel Busnello (Missão), Cyro Garcia (PSTU) e Juliete (UP) marcam 1% cada. Já Luan Monteiro (PCO) e o humorista André Marinho (Novo) não pontuaram. Os indecisos chegam a 20% do eleitorado, segundo a Quaest. Aqueles que declaram voto branco, nulo ou que afirmaram não irão votar são 16%.
Os dados da Quaest mostram que Paes também lidera os cenários de segundo turno contra Ruas e Garotinho. O candidato do PSD tem 50% das intenções de voto, e o presidente da Alerj Ruas, 20%. Já no cenário contra Garotinho, Paes aparece com 53% das intenções de voto, contra 12% do ex-governador.
A pesquisa é a primeira da Quaest desde o início da campanha, em 16 de agosto, e desde o debate realizado pela Band com os candidatos a governador, no dia 9 deste mês. Na ocasião, Paes não compareceu ao confronto e foi o principal alvo dos quatro candidatos presentes (Ruas, Garotinho, Siri e Marinho).
No último sábado, tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) fizeram agendas no Rio ao lado de Paes e Ruas, seus respectivos aliados. Em agenda no Estádio Moça Bonita, em Bangu, Lula enfatizou a opção pela coligação com Paes. No Maracanãzinho, por sua vez, Ruas buscou se vincular à família Bolsonaro em uma tentativa de subir nas pesquisas.
Presidência
A Quaest também perguntou ao eleitorado do estado sobre a escolha para a eleições presidencial. Segundo a pesquisa, no cenário sem o candidato Pablo Marçal (PRTB) Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 31% e Lula (PT), 29%. Ambos estão, portanto, empatados na margem de erro no estado.
Em terceiro lugar estão Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) com 2%. O escritor Augusto Cury (Avante) e Samara Martins tem 1% no estado. Já Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Rui Costa (PCO), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Clariana Barão (DC) não pontuaram. Os indecidos no estado na eleição presidencial são 16%. Aqueles que afirmaram que irão votar branco ou nulo ou que não irão às urnas somam 16%.
Atual governo é aprovado por 38%
A Quaest traz também dados sobre a avaliação do governo Ricardo Couto. Segundo o levantamento, 38% aprovam a gestão do desembargador, enquanto 20% desaprovam. Outros 42% não sabem ou não responderam. Presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Couto se tornou governador em exercício após a renúncia de Cláudio Castro. Os outros nomes que integravam a linha de sucessão não podiam assumir. Eleito vice-governador, Thiago Pampolha havia deixado o cargo para assumir uma cadeira de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado, e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacelar (União), estava afastado do posto após ser preso.
Para 11% dos eleitores, o governador eleito em outubro deve manter o trabalho que está sendo feito por Couto. Outros 32% defendem mudar apenas o que não está bom, e 54% dizem que é necessário mudar totalmente. 3% não sabem ou não responderam.
O governo atual é tido como positivo por 20%. Outros 34% o classificam como regular, e 16% como negativo. Outros 30% não sabem ou não responderam.
Candidatura em risco
Garotinho retornou à disputa eleitoral por uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que suspendeu os efeitos de uma condenação no âmbito da Operação Chequinho. Com isso, o ex-governador recuperou provisoriamente a inelegibilidade. A candidatura, no entanto, é questionada na Justiça Eleitoral por adversários e o Ministério Público Eleitoral (MPE), que ajuizou um pedido de impugnação. O MPE argumenta que Garotinho está inelegível por conta de uma condenação por improbidade administrativa.
O MPE argumenta que Garotinho está inelegível por conta de uma condenação por improbidade administrativa. A coligação de Eduardo Paes é autora de outro pedido de impugnação, que se baseia na mesma condenação citada pelo MPE.
A pesquisa da Quaest encomendada pela TV Globo ouviu 1.302 pessoas entre os dias 21 e 24 de agosto. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número RJ-08748/2026.