Após homem invadir imóvel para espiar momento íntimo de hóspedes, dona de casa em Pirenópolis cogita desistir de alugar
Caso é investigado pela Polícia Civil, que intimou o suspeito para prestar depoimento
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A responsável por uma casa de hospedagem em Pirenópolis, na região central de Goiás, passou a considerar retirar o imóvel do Airbnb depois que um ex-funcionário, suspeito de invadir a propriedade, voltou ao local. O homem já havia trabalhado na casa e, segundo Kátia, em outra ocasião chegou a subir no telhado para observar um casal durante um momento íntimo. O espaço começou a ser anunciado pela plataforma em agosto e, menos de um mês depois, ela pensa em desistir da nova fonte de renda. “Isso está me trazendo danos psicológicos”, afirmou ao Mais Goiás.
Na sexta-feira (4), o homem teria retornado à propriedade e danificado as câmeras de segurança. O novo episódio aumentou a preocupação de Kátia com a segurança de quem se hospeda no local. Ela afirma temer que o ex-funcionário volte a entrar na casa e conta que a situação tem causado impactos emocionais. Segundo ela, chegou a passar dias sem conseguir ir até a propriedade e dormiu na casa dos pais.
O caso foi registrado como violação de domicílio consumada e é investigado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO). Ao Mais Goiás, o delegado Tibério Cardoso, da Delegacia de Polícia de Pirenópolis, informou nesta terça-feira (8) que a polícia já recebeu as imagens das câmeras de segurança. Kátia e a irmã, que também é proprietária do imóvel, foram ouvidas.
O suspeito havia sido intimado para prestar depoimento, mas não compareceu. Segundo o delegado, ele será intimado novamente, desta vez pessoalmente. “O procedimento segue em curso. Aguardamos para ouvi-lo e prosseguir para conclusão”, informou.
Pedido de desculpas
Segundo Kátia, no episódio mais recente, a irmã entrou em contato com o homem para questioná-lo sobre a presença dele no local. Ele teria alegado que entrou na propriedade para verificar a piscina de uma casa ainda inacabada e em manutenção. Kátia contesta a versão e afirma que ele entrou na casa que já recebe hóspedes. Após a entrada, as responsáveis perderam novamente o acesso às câmeras. “Eu perdi o acesso às câmeras, que é o principal, e eu não sei o que ele fez lá dentro”, relatou.
Durante a conversa, acompanhada pela polícia, a irmã informou ao homem que manteria o registro da ocorrência e acionaria a polícia novamente caso ele entrasse na propriedade. Conforme o relato, ele respondeu “então tá bom”. Kátia considerou o tom intimidatório.
O homem também teria enviado uma mensagem pedindo desculpas após o ocorrido na sexta-feira. “Ele me mandou mensagem, se desculpando, falando que não é esse tipo de pessoa, só pra gente não registrar um boletim de ocorrência”, relatou.
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Suspeito tinha chave da casa
O homem já havia trabalhado para as responsáveis pelo imóvel, realizando serviços de manutenção. Na época, recebeu uma chave para acessar a propriedade durante a execução dos trabalhos. Apesar disso, segundo Kátia, ele não tinha autorização para permanecer ou retornar ao local sem que houvesse algum serviço a ser realizado.
Como forma de reforçar a segurança, Kátia também avalia instalar uma cerca elétrica na propriedade. Ela afirma que chegou a receber um orçamento, mas o valor ficou acima do que as proprietárias conseguem pagar neste momento.
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Proprietária teme pela segurança dos hóspedes
Segundo Kátia, o imóvel é uma fonte de renda para a família, mas os episódios fizeram com que ela passasse a questionar se é seguro continuar recebendo hóspedes. O principal receio, afirma, é que o suspeito volte ao local quando a casa estiver ocupada. “Se tiver duas mulheres na casa, se tiver família com criança, eu fico pensando no que fazer para poder proteger essa casa, proteger as pessoas que estão ali”, disse.
As imagens fornecidas pelas responsáveis pelo imóvel serão analisadas pela Polícia Civil, que dará continuidade à investigação.