Terça-feira, 04 de Agosto de 2026
2017 e 2018

Fraudes na Seduc deixaram obras 30% mais caras, afirma polícia

Sete mandados de prisão foram cumpridos na terceira etapa de operação que apura irregularidades que teriam sido cometidas na gestão passada

Da Redação
Por - Goiânia, GO
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Na terceira etapa de uma operação que apura fraudes em obras da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Civil nesta quarta-feira (10) em residências de empresários da construção civil e de ex-servidores. Os indícios indicam que as fraudes que teriam sido cometidas entre 2011 e 2018 deixaram as obras pelo menos 30% mais caras.

Assim como nas duas primeiras etapas da operação, a Polícia Civil não divulgou nomes dos alvos da ação de hoje, mas disse que pelo menos 40 empresários e três servidores da Seduc que já foram afastados das funções são investigados. Segundo o delegado Alécio Moreira, titular interino da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), as fraudes aconteciam entre servidores e empresários e entre os próprios executores das obras.

“Há casos em que empresários pagavam propina aos servidores para que a licitação fosse viciada, mas há outros em que eles combinavam os preços entre si, e escolhiam quem apresentaria um valor supostamente mais baixo para vencer a concorrência. Neste último caso, o empresário que ganhava a licitação tinha que dividir o lucro excedente com os demais concorrentes, o que fazia com que uma obra que sem a fraude custaria R$ 110 mil, fosse executada por R$ 150 mil. Vale lembrar que isso foi detectado em uma única obra, e nós estamos investigando algo em torno de 1.000 serviços realizados a partir de 2011, o que não nos dá sequer margem para calcularmos o prejuízo que esse golpe provocou ao estado nos últimos oito anos”, destacou.

O delegado disse, ainda, que a partir de agora a investigação deve identificar quantas das mil obras realizadas foram fraudadas. E também se há outros empresários e servidores envolvidos no esquema. O delegado Aécio afirma que, por enquanto,  não há a necessidade de que a Polícia Civil peça ao judiciário a prisão de nenhum investigado, pois todos estão colaborando com as apurações.

*Por Áulus Rincon

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