Homem é preso em Goiás após fingir ser agente da PF e abusar de crianças
As meninas relataram ter sofrido violência sexual na casa do investigado, conhecido como “padrinho”
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Um homem foi preso após fingir ser agente da Polícia Federal (PF) e abusar sexualmente de cinco crianças em Quirinópolis, na região Sudoeste de Goiás. O suspeito, identificado como Itamar Pinto Fiuza de 58 anos, foi detido na quinta-feira (15) após denúncias recebidas pelo Conselho Tutelar, que levaram a Polícia Civil a investigar e constatar que o suspeito atraía as vítimas para a casa onde morava e cometia os crimes.
Segundo as investigações, Itamar se aproveitava da confiança que as famílias tinham por achar que ele era um agente federal e permitiam que o homem buscasse as crianças para ficar na residência dele, aos finais de semana. A polícia tomou conhecimento da situação depois que uma das meninas relatou o abuso sexual, encorajando as outras crianças a denunciarem os crimes que. Segundo elas, os delitos aconteciam na casa do homem ao qual chamavam de “padrinho”.
Diante da gravidade dos depoimentos, equipes da Delegacia de Quirinópolis foram até o endereço do suspeito. Ao chegarem na residência, a esposa do investigado informou aos agentes que o marido estaria viajando. Pouco tempo depois, com os policiais ainda no local, Itamar chegou dirigindo um Fiat Uno vermelho, vestindo camiseta preta com brasão da Polícia Federal e a inscrição “Agente Federal”.
Com ele, foram apreendidas duas carabinas de pressão – uma delas com indícios de modificação para calibre .22 – além de seis camisetas com identificação da Polícia Federal, uma carteira funcional falsa com o brasão da instituição e outras credenciais aparentemente forjadas, como de fiscal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Ele foi encaminhado para delegacia onde segue a disposição da Justiça, e poderá responder por falsidade ideológica e estupro de vulnerável. A Polícia Civil divulgou a identidade e a imagem do investigado com base na legislação vigente, para ajudar na identificação de possíveis novas vítimas e testemunhas, uma vez que há indícios de prática reiterada dos crimes.
As investigações seguem em andamento.
Apesar do nome do suspeito ter sido divulgado, sua defesa não foi localizada até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

Divulgação da imagem e identificação do autor, nos termos da Lei n.º 13.869/19, Portaria Normativa nº 02/2020/DGPC e Portaria nº 547/2021/DGPC, tendo em vista o interesse público no sentido de identificar outras eventuais vítimas de crimes praticados por ele, em como surgimento de novas testemunhas e elementos informativos, tendo-se em vista os indícios de prática reiterada de crimes da mesma natureza.