‘Consegui vencer’: médica que teve corpo queimado após explosão em lancha comemora alta em Goiânia
Acidente explodiu durante passeio no Lago Paranoá, no dia 20 de setembro
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A médica goiana Maize Oliveira, de 34 anos, recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (6) após passar 16 dias internada em decorrência das queimaduras provocadas pela explosão de uma lancha no Lago Paranoá, em Brasília. A dermatologista teve mais de 50% do corpo queimado e precisou passar por sete procedimentos cirúrgicos, além de permanecer por 10 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Maize comemorou a volta para casa e agradeceu às pessoas que acompanharam sua recuperação. Segundo a médica, as lesões apresentaram melhora significativa durante o período de internação.
“Pessoal, quero agradecer imensamente todas as orações de vocês, falar que deu certo. Graças a Deus, eu tô curada. As lesões já melhoraram 99%. Foram dias de luta, dias de glória. Foram difíceis, mas eu consegui vencer tudo isso, primeiro graças ao Senhor e, depois a vocês. Obrigada por tudo”, afirmou.
Apesar da alta, Maize ainda terá cuidados durante a recuperação. Por causa das queimaduras no rosto, ela precisará usar uma máscara de proteção facial pelos próximos 90 dias.
A dermatologista estava internada no Hospital de Queimaduras de Goiânia desde 20 de setembro, quando foi transferida após receber atendimento inicial em Brasília. Natural de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, ela mora atualmente em Goiânia.
Acidente no Lago Paranoá
Maize estava entre os passageiros de uma lancha que pegou fogo no Lago Paranoá, em Brasília, no dia 20 de setembro. O grupo era formado por pessoas de Goiânia que havia viajado ao Distrito Federal para passar o fim de semana.
De acordo com a Marinha do Brasil, a embarcação transportava 15 pessoas e era conduzida por um profissional contratado. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que 13 passageiros foram atendidos no Hospital Regional da Asa Norte (Hran).
Além de Maize, outras três pessoas sofreram queimaduras graves. A última delas recebeu alta do Hran em 22 de setembro.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, o incêndio ocorreu depois de várias tentativas de dar partida no motor da embarcação. Conforme o boletim de ocorrência, o motor não funcionava e foi colocado combustível levado em um galão. Durante novas tentativas de ligar a lancha, houve uma explosão na parte traseira da embarcação, próxima à pia, seguida pelo incêndio.
A Marinha instaurou um inquérito administrativo para apurar as circunstâncias e as possíveis causas do acidente.
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