Família diz que suspeita levou quatro facas ao apartamento de Delson Carlos no dia do crime
Foto feita por familiares mostra parte das armas dentro da bolsa da investigada. Polícia Civil apura o caso, mas afirma que, por enquanto, não há elementos para concluir que o crime foi premeditado
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A família do jornalista Delson Carlos Barros, que tinha 52 anos, revelou um novo detalhe que passa a integrar as circunstâncias investigadas pela Polícia Civil de Goiás sobre o homicídio ocorrido na última sexta-feira (24), em Goiânia. Segundo parentes da vítima, a mulher presa em flagrante pelo crime entrou no apartamento levando quatro facas dentro da bolsa.
Uma fotografia obtida pela reportagem mostra duas facas ainda guardadas na bolsa da suspeita, Renata de Almeida Pedreira, de 56 anos. De acordo com Warley Oliveira, companheiro de Delson, o registro foi feito no domingo (26), quando ele e as irmãs do jornalista retornaram ao apartamento para recolher documentos pessoais da vítima.
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“No domingo, que estive no apartamento para pegar os documentos originais do Delson, a bolsa que ela levou lá para dentro ainda continha mais duas. As irmãs dele, que estavam comigo, fizeram a foto”, relatou Warlei.

A imagem mostra duas facas com cabos de madeira parcialmente visíveis entre objetos pessoais na bolsa. Segundo os familiares, outras duas facas já haviam sido retiradas do local pelas equipes responsáveis pela investigação.
Embora a informação tenha chamado a atenção da família, a Polícia Civil adota cautela quanto às conclusões do caso. O delegado responsável pela investigação afirmou, em entrevista à TV Anhanguera, que a existência das facas, neste momento, não permite afirmar que o homicídio tenha sido planejado. A hipótese, no entanto, continua sendo analisada durante o andamento do inquérito.
No velório do jornalista, a cunhada de Delson, Claudimar Oliveira, também comentou sobre o assunto. Ela afirmou que a suspeita chegou ao apartamento portando quatro facas e disse que pessoas próximas conheciam o hábito da mulher de colecionar facas e canivetes em casa.
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A eventual intenção da investigada ao entrar no imóvel armada ainda será esclarecida pela Polícia Civil, que segue reunindo depoimentos, perícias e demais elementos para reconstruir a dinâmica dos fatos. A principal linha de investigação é de que o crime tenha sido cometido durante uma discussão sobre quando Delson Carlos devolveria o apartamento para Renata, que é proprietária do imóvel.
Relembre o caso
Delson Carlos foi morto a facadas na noite de sexta-feira (24), dentro do apartamento onde morava, no Setor Bueno, em Goiânia. Segundo as investigações, a principal suspeita é uma amiga da vítima há mais de dez anos.
Conforme a Polícia Militar, uma discussão teve início enquanto quatro pessoas estavam no apartamento. Ferido, Delson ainda tentou fugir, mas morreu no corredor do quinto andar do edifício. O cachorro do jornalista também foi morto durante o episódio. Após o crime, a suspeita permaneceu trancada no imóvel por cerca de quatro horas e foi retirada por equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
A mulher teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua investigando a motivação do homicídio e busca esclarecer toda a sequência dos acontecimentos.
