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Concurso da Câmara de Goiânia pode ter suspensão parcial após candidato ligado à banca ficar em 1º lugar

Relatórios técnicos apontam que vencedor de vaga para administrador participou de atividades na banca examinadora até as vésperas da prova

Imagem ilustrativa
MP apura se outros aprovados também possuem elos com a organizadora (Foto: reprodução)

O concurso da Câmara de Goiânia pode ser parcialmente suspenso após um candidato ligado à banca organizadora ficar em 1º lugar para o cargo de administrador. A Secretaria de Controle Externo do Tribunal de Contas do Municípios (TCM) recomendou a suspensão do certame apenas para o referido cargo. Segundo o órgão, o candidato Luã Lírio de Souza Cruz, servidor da Universidade Federal de Goiás (UFG), mantinha vínculos ativos com o Instituto Verbena até as vésperas da prova.

O ponto central da investigação é a proximidade de Luã com a estrutura que elaborou o concurso. Servidor de carreira da UFG, ele teria continuado a desempenhar funções dentro do Instituto Verbena mesmo após ser cedido para outro órgão público. Registros internos sugerem que o candidato participou de atividades na instituição apenas alguns dias antes da aplicação dos exames, o que coloca sob suspeita a lisura da classificação máxima obtida por ele.

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Na mira do Ministério Público

O caso já não corre apenas nos corredores do Tribunal de Contas. O Ministério Público de Goiás (MPGO) passou a apurar se houve vantagem indevida por parte do candidato. Além de Luã, os promotores investigam se outros candidatos com conexões diretas com a banca organizadora também foram beneficiados. Se os indícios de fraude forem confirmados, a anulação da prova para este cargo específico é o caminho mais provável.

A polêmica atinge em cheio um dos concursos mais disputados do ano na capital. Realizado em março, o certame ofereceu 62 vagas com remunerações que superam os R$ 10 mil mensais. Enquanto a situação de Luã e da vaga de administrador não é decidida pelo conselheiro relator do TCM, as demais áreas do concurso seguem sem alterações, mas sob a sombra da desconfiança gerada pelo possível conflito de interesses.

O que diz a organização

Em sua defesa prévia, o Instituto Verbena afirmou que o candidato teria relatado o risco de conflito de interesses antes do certame e que, por isso, teria sido afastado de funções sensíveis e tido seus acessos ao sistema bloqueados. No entanto, para os técnicos do TCM, essas medidas podem não ter sido suficientes para garantir a igualdade de condições entre os mais de 34 mil inscritos.

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