‘Golpista do amor’ é preso após deixar goiana com prejuízo de mais de R$ 300 mil
Monitorado pela PCGO, ele foi preso após dar entrada em um hotel de Goiânia. Mensagens em seu celular mostram que ele conversava com várias outras mulheres
Ir direto pra matéria
Um homem procurado por aplicar golpes em mulheres que conhecia pela internet foi preso preventivamente neste domingo (13), em Goiânia, por agentes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). Uma vítima goiana que prestou queixa afirma ter acumulado prejuízo de mais de R$ 300 mil.
Segundo a polícia, o investigado, que teve somente a imagem divulgada, se apresentava em um aplicativo de relacionamentos como investidor financeiro. O crime praticado por ele é conhecido no jargão policial como “golpe do amor”.
“Investidor financeiro”
Após conhecer e começar a se relacionar com uma mulher que mora em Goiânia, no início deste ano, o investigado apresentou a ela uma aplicação que prometia altos rendimentos. Dessa forma, conseguiu convencê-la a efetuar várias transferências de valores, que totalizaram R$ 327.161,47.
O último pedido aconteceu em 9 de junho, quando o investigado solicitou um novo repasse para, segundo ele, pagar taxas a fim de viabilizar o saque do valor total supostamente aplicado. Logo que a transferência foi efetuada, porém, ele se mudou de Goiás para Foz do Iguaçu, na divisa com o Paraguai, e bloqueou todos os contatos que tinha com a mulher.
Preso em hotel de Goiânia
Monitorado desde então, ele acabou preso neste final de semana, pouco tempo após se hospedar em um hotel em Goiânia. Quando abordado, ele permaneceu em silêncio. No celular dele, a polícia encontrou conversas com várias outras mulheres.
De acordo com a Polícia Civil, “a divulgação de informações, imagens do preso observou estritamente a Lei nº 13.869/2019 e a Portaria nº 547/2021/DGPC, mediante despacho fundamentado da autoridade policial responsável, especialmente diante da possibilidade concreta de identificação de novas vítimas”.
A reportagem do Mais Goiás não conseguiu contato com a defesa do detido. O espaço segue aberto para manifestação.