Goiás prevê mudança do Hugo para 2027 e estuda financiamento para adquirir novo hospital
Nova unidade será instalada no prédio da Oncoclínicas, no Conjunto Fabiana, e terá a migração planejada pela SES-GO e pelo Albert Einstein
A transferência do Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo) para o novo prédio deve começar no início de 2027. A previsão foi anunciada pelo governador de Goiás Daniel Vilela nesta quarta-feira (8), durante a assinatura do protocolo de intenção para a aquisição do prédio da Oncoclínicas, no Conjunto Fabiana, onde o governo pretende instalar a nova sede da unidade. Avaliado em R$ 500 milhões, o imóvel poderá ser adquirido com financiamento ou recursos do Tesouro Estadual. Segundo o governador, o valor refere-se apenas à compra da estrutura e não inclui os equipamentos hospitalares.
O governador explicou que a migração será uma operação complexa e dependerá de um planejamento detalhado para garantir a continuidade dos atendimentos. O processo será conduzido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) em conjunto com a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, responsável pela gestão do Hugo.
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“Existe um cronograma que começou a ser pensado para que a gente possa ter uma transferência definitiva no início de 2027. Mas isso é um desafio que precisa iniciar para a gente entender essa dinâmica e poder fazer essa migração definitiva”, afirmou.
Daniel Vilela explicou que a equipe técnica do Albert Einstein fará um levantamento das necessidades da unidade para definir um cronograma mais preciso da transferência de pacientes, equipamentos e serviços.

Compra ainda será negociada
Apesar do anúncio da pretensa aquisição do imóvel, o governador ressaltou que a compra ainda depende da conclusão das negociações e da definição da forma de pagamento.
Segundo ele, o governo avalia recorrer a financiamento, mas também estuda utilizar recursos do próprio Tesouro Estadual para viabilizar a operação, caso seja necessário.
“Nós vamos tentar viabilizar também o financiamento para a aquisição desse prédio. A saúde e o orçamento da saúde são sempre desafiantes, mas acreditamos que podemos otimizar o nosso orçamento, reduzir despesas e viabilizar a aquisição, até mesmo se for necessário com recursos do próprio Tesouro.”

Valor não inclui equipamentos
Durante a coletiva, Daniel Vilela também esclareceu que os R$ 500 milhões estimados para a operação correspondem apenas à compra do prédio. Os equipamentos hospitalares não estão incluídos no valor e serão tratados em outra etapa do projeto. “O valor de R$ 500 milhões é em relação à aquisição do prédio. Não se trata de equipamentos.”
De acordo com o governador, parte dos equipamentos atualmente utilizados no HUGO poderá ser reaproveitada, mas o Estado também fará novas aquisições para equipar a futura unidade. “Tudo aquilo que for necessário adquirir, nós não nos furtaremos de fazer, porque o que a gente quer é fazer aqui um hospital público de referência.”
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