TRAGÉDIA

Morre servidora da Comurg atropelada por motorista bêbado em Goiânia

Aparecida Alves da Silva, de 61 anos, estava internada no Hugol desde o acidente. Motorista fez teste do bafômetro, foi preso em flagrante e depois teve liberdade provisória concedida pela Justiça

Imagem da vítima
Aparecida Alves da Silva deixa um filho e uma neta de apenas 1 ano e meio (Foto: Reprodução)

A servidora da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), Aparecida Alves da Silva, de 61 anos, morreu nesta terça-feira (30), após ficar dois dias internada no Hospital Estadual Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Ela foi atropelada na madrugada de sábado (27/6) por um motorista embriagado enquanto realizava a poda de grama no canteiro central da Avenida Americano do Brasil, no Parque Santa Rita, na capital.

Em nota enviada ao Mais Goiás, o Hugol informou que, “apesar de todos os esforços da equipe multiprofissional da unidade”, a paciente não resistiu.

Aparecida trabalhava há cerca de 12 anos na Comurg e estava prestes a se aposentar no fim deste ano. Em entrevista ao Portal Mais Goiás, o filho único da servidora, Fernando Alves, contou que a mãe deixa uma neta de apenas 1 ano e meio e era reconhecida pela dedicação ao trabalho.

Segundo a Comurg, Aparecida e o colega Fernando Lemes dos Santos, de 42 anos, realizavam serviços de poda de grama no canteiro central quando o condutor do veículo perdeu o controle da direção, atravessou a pista e atingiu os dois servidores.

Servidor segue internado

Fernando também foi socorrido e encaminhado ao Hugol. Conforme informado ao portal, ele está em estado grave, consciente e respirando com auxílio de oxigênio. O atropelamento aconteceu quando o profissional e Aparecida realizavam a poda de grama no canteiro central do Parque Santa Rita, em Goiânia.

O motorista, de 27 anos, realizou o teste do bafômetro, que confirmou a ingestão de álcool. Ele foi preso em flagrante após o acidente, mas teve a liberdade provisória concedida pela Justiça no domingo (29). Inicialmente, o caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, com agravante da embriaguez ao volante.

Com a confirmação da morte de Aparecida Alves da Silva, a investigação deverá ser reclassificada para homicídio culposo na direção de veículo automotor, mantida a agravante da embriaguez ao volante. A Polícia Civil de Goiás segue apurando as circunstâncias do acidente.

Até o momento, a identidade do homem não foi revelada.

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