PCC usava videoconferências para comandar crimes em Goiás, aponta MP
Nova operação mirou lideranças da facção em Goiás, São Paulo e Minas Gerais
Lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Goiás usavam mensagens e videoconferências para comandar crimes em território Goiano. Por meio da chamada ‘Sintonia dos 14’, considerada última instância decisória da facção em plano regional, a organização distribuía ordens e tarefas a partir de outros estados da federação. A informação é confirmada por investigação do Ministério Público de Goiás (MPGO), que, nesta terça-feira (16/6), deflagrou operação com mandados de prisão e busca e apreensão contra alvos em Goiânia, São Paulo e Uberlândia (MG). A ação do rupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) teve objetvo de desarticular a rede ilegal descoberta há três anos.
As investigações são um desdobramento da Operação Sintonia Goiás, deflagrada em maio de 2023, que já havia resultado na condenação de dezenas de envolvidos com o crime organizado. A partir do material apreendido naquela ocasião, o Gaeco constatou que os líderes da organização se mudaram para outros estados, mas mantinham controle remoto sobre atividades em território goiano, seja por meio de celulares ou de reuniões virtuais.

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‘Sintonias’ do PCC em Goiás
Os alvos da operação desta terça ocupavam posições de chefia em dois núcleos da facção. A Sintonia dos 14 funcionava como o tribunal e a coordenação máxima em Goiás, sendo responsável por ditar ordens a membros em liberdade, aplicar punições, gerenciar armas de fogo, chamadas de “ferramentas” e planejar ataques contra rivais. Já a Sintonia Geral do Progresso cuidava da sustentabilidade financeira do grupo, operando o tráfico de drogas em larga escala, especialmente o comércio de cocaína.
Até agora, quatro suspeitos foram presos temporariamente e quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante a operação em Goiânia, São Paulo e Uberlândia (MG). Outros quatro investigados permanecem foragidos. O material recolhido nas diligências passará por análise técnica antes do oferecimento das denúncias pelo Ministério Público.

A ofensiva integra uma mobilização nacional do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC) contra facções em todo o país. Em Goiás, os mandados foram expedidos pela 1ª Vara das Garantias de Goiânia e contaram com o apoio da Polícia Militar e da Polícia Penal goianas, além dos Gaecos e das forças de segurança dos estados de São Paulo e Minas Gerais.
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