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Pedágio sem cancela começa nas BR-060 e BR-452: como funciona e como pagar o free flow

Novo sistema em Goiás tem cobrança automática e opções digitais de pagamento

Pedágio sem cancela em Goiás; veja como vai funcionar e como pagar free flow BR-060 e BR-452, entre Goiânia, Rio Verde e Itumbiara
Imagem: Reprodução

Motoristas que trafegam pelas rodovias federais em Goiás começam a conviver, já neste mês de maio, com uma mudança significativa no modelo de cobrança de pedágio. O sistema free flow — ou pedágio sem cancela — passa a ser implantado nas BR-060 e BR-452, em trechos estratégicos que ligam Goiânia ao Sudoeste do estado. A tecnologia elimina as tradicionais praças físicas e promete mais fluidez no trânsito, com cobrança automática por meio de leitura eletrônica dos veículos.

A novidade foi implementada pela Rota Verde Goiás, concessionária responsável pela administração de 426,2 quilômetros das rodovias, incluindo o trecho entre Goiânia e Rio Verde (BR-060) e de Rio Verde a Itumbiara (BR-452).

Onde estarão os pedágios nas BRs em Goiás

Ao todo, cinco pórticos de cobrança já foram instalados na BR-060, localizados em Goiânia, Abadia de Goiás, Indiara e dois pontos em Acreúna. A previsão é de expansão do sistema também para a BR-452, com novos portais em Santa Helena de Goiás, Bom Jesus de Goiás e Itumbiara.

Diferente do modelo tradicional, não há parada obrigatória. Os veículos passam normalmente sob os pórticos, que fazem a identificação automática.

Com a implementação do free flow, a expectativa é de mais agilidade no tráfego e melhoria na experiência dos usuários. O contrato da concessão prevê investimentos de cerca de R$ 7 bilhões ao longo dos anos, além da geração de mais de 58 mil empregos diretos e indiretos.

Como funciona o pedágio sem cancela

O sistema free flow utiliza sensores, câmeras e tecnologia de radiofrequência para identificar os veículos em movimento. A cobrança é feita com base na distância percorrida, com tarifa proporcional ao trecho utilizado.

O valor-base definido em contrato é de:

  • R$ 0,12844 por quilômetro em pista simples
  • R$ 0,16697 por quilômetro em pista duplicada

Os valores variam conforme a categoria do veículo e o número de eixos.

Segundo o governo federal, o modelo reduz congestionamentos e melhora a eficiência das rodovias, eliminando filas em praças de pedágio.

Pedágio com cancelas dá lugar ao novo sistema – Imagem: FreePik

Pedágio em Goiás free flow: formas de pagamento

O pagamento pode ser feito de quatro maneiras principais. A mais recomendada é o uso de TAG eletrônica, mas há alternativas digitais para quem não utiliza o dispositivo.

TAG eletrônica no para-brisa

A TAG é um adesivo instalado no veículo que permite pagamento automático ao passar pelos pórticos. O sistema reconhece o carro e realiza a cobrança diretamente no cartão de crédito, débito ou saldo.

As operadoras disponíveis incluem:

  • Sem Parar
  • ConectCar
  • Veloe
  • Taggy
  • Move Mais

Além da praticidade, o uso da TAG garante descontos.

Descontos podem chegar a 90%

Motoristas que utilizam TAG têm direito ao Desconto de Tarifa Básica (DBT), com redução de 5% em todas as passagens.

Outro benefício é o Desconto de Usuário Frequente (DUF), que é progressivo. Ele começa a valer a partir da segunda passagem no mesmo pórtico, no mesmo sentido, dentro do mesmo mês.

Os descontos podem variar de 20% até 90%, dependendo da frequência de uso. Ao atingir 30 passagens no mês, o valor com desconto máximo é mantido até o fim do período.

Como pagar sem TAG

Quem não utiliza TAG também poderá quitar o pedágio por meios digitais. As opções são:

  • Aplicativo da Rota Verde Goiás: permite cadastro do veículo e pagamento em até 30 dias após a passagem
  • Site da concessionária: consulta e pagamento informando a placa
  • Totens de autoatendimento: disponíveis nos Serviços de Atendimento ao Usuário (SAUs)

Importante: não são aceitos pagamentos em dinheiro.

Atenção aos prazos para evitar multa

Motoristas sem TAG devem ficar atentos ao prazo de até 30 dias para pagamento. Caso não haja quitação dentro desse período, o condutor pode ser penalizado com multa.

A recomendação é manter o veículo cadastrado nos sistemas digitais da concessionária para facilitar o controle das cobranças.