Sete em cada dez bebês nascem por cesárea em Goiás, mostra levantamento
Estado registrou mais de 63 mil partos cesáreos em 2025. Proporção supera 90% em alguns municípios do interior
Ir direto pra matéria
Sete em cada dez bebês de mães residentes em Goiás nasceram por cesárea em 2025, segundo dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc). Dos 91.724 nascimentos registrados no estado, 63.391 foram por parto cesáreo e 28.319 por via vaginal. Considerando apenas os casos com informação sobre o tipo de parto, a cesárea representou 69,12% dos nascimentos.
Os números foram levantados pelo Mais Goiás a partir da base de dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), disponível no Portal de Dados Abertos do Estado. O arquivo utilizado na análise foi atualizado nesta sexta-feira (14).
O cenário estadual se repete na capital, mas em uma proporção um pouco menor. Em Goiânia, foram registrados 18.241 nascidos vivos de mães residentes no município. Desse total, 12.257 nasceram por cesárea e 5.980 por parto vaginal. Em quatro registros, a informação sobre a via de parto não foi preenchida. Entre os casos com o tipo de parto informado, 67,21% foram cesáreas em Goiânia.
Municípios do interior passam de 90%
A proporção é ainda maior em alguns municípios goianos. Entre as cidades com pelo menos 500 nascidos vivos de mães residentes em 2025, Quirinópolis apresentou o maior percentual de cesáreas. Dos 565 nascimentos registrados entre moradoras do município, 514 foram cesáreas. A proporção chega a cerca de 91%.

Goianésia aparece logo depois. Foram 959 cesáreas entre 1.066 nascimentos, o equivalente a aproximadamente 90%.
Também tiveram índices elevados:
- Inhumas: 551 cesáreas entre 622 nascimentos (88,6%);
- Porangatu: 446 entre 516 (86,4%);
- Mineiros: 894 entre 1.036 (86,3%);
- Jaraguá: 458 entre 543 (84,3%);
- Morrinhos: 458 entre 544 (84,2%);
- Catalão: 1.149 entre 1.365 (84,2%).
Dados consideram residência da mãe
O levantamento leva em conta o município de residência da mãe, e não necessariamente a cidade onde o parto ocorreu. Essa diferença é importante porque uma mulher que mora em Goiás pode dar à luz em outro município, estado ou até mesmo fora do país.
O Sinasc registra tanto o município de residência quanto o local onde ocorreu o nascimento. Por isso, os números permitem identificar a proporção de partos entre mulheres residentes em cada município, independentemente de onde o bebê nasceu.
Dos 91.724 registros analisados em Goiás, 14 não tinham informação sobre a via de parto. Por isso, o percentual de 69,12% considera somente os nascimentos em que o tipo de parto foi informado.
O Sinasc é mantido pelo Ministério da Saúde e reúne informações sobre os nascimentos ocorridos no país. Os dados são utilizados para produzir indicadores de natalidade e auxiliar o planejamento das ações de saúde.