Tomate chega a R$ 15 o quilo em Goiás; entenda por que o preço disparou
Aumento da procura pelo tomate goiano em outros estados e problemas climáticos pressionam as cotações. Em Goiânia, tomate já acumula alta de 93,61% no ano
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O tomate está custando até R$ 15 por quilo nas feiras livres de Goiás. O aumento é atribuído por produtores e comerciantes à maior procura pelo alimento em outros estados, onde as chuvas têm prejudicado as lavouras. Com a oferta pressionada, os preços sobem no atacado e chegam mais altos ao consumidor.
Em reportagem da TV Record, um feirante que trabalha no setor há mais de 20 anos contou que o preço da caixa de tomate passou de R$ 180 para até R$ 230 em poucos dias. Ele ainda comercializa o produto a R$ 7,50 o quilo em uma das modalidades de venda da banca, mas afirma que não conseguirá manter o valor por muito tempo.
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“A cada dia está subindo R$ 20, R$ 30 na caixa do tomate”, relatou. Segundo o comerciante, o reajuste ao consumidor será inevitável se a alta no atacado continuar.
Uma dona de casa ouvida pela Record também percebeu a diferença no orçamento. Acostumada a frequentar a feira, ela reclama que os preços dos alimentos têm aumentado a cada semana.
“Um absurdo, né? Porque cada dia que passa as coisas estão mais caras”, afirmou à emissora.
Para continuar comprando tomate, a consumidora pretende reduzir a quantidade e complementar as refeições com outros vegetais.
Por que o tomate está mais caro?
Consultado pela Record, um produtor que cultiva tomate há mais de 40 anos e mantém um box na Ceasa de Anápolis explica que parte da produção goiana está sendo enviada para abastecer outros estados.
Segundo ele, compradores de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm procurado o produto em Goiás porque as chuvas prejudicaram a produção em outras regiões.
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“Eles estão toda semana carregando muitos caminhões aqui em Goiás e, devido a isso, o preço sobe”, explicou.
Na Ceasa de Anápolis, a caixa de 22 quilos do tomate longa vida chegou a R$ 200, enquanto a do tipo saladete alcançou R$ 250, conforme os valores apresentados na reportagem.
Em Goiânia, a cotação de 27 de outubro indicava preços de R$ 190 a R$ 210 para a caixa de 22 quilos do tomate longa vida de primeira classe. O saladete da mesma classificação variava entre R$ 230 e R$ 250 por caixa.
Esses valores são praticados no atacado. Nas feiras e nos supermercados, o preço final depende também dos custos de transporte, das perdas de mercadoria e das despesas dos comerciantes.
Tomate subiu quase 94% em Goiânia neste ano
A alta nas feiras acompanha os indicadores de inflação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o tomate ficou 32,59% mais caro em Goiânia na prévia da inflação de outubro, medida pelo IPCA-15. No Brasil, o aumento foi de 24,54%.
No acumulado de janeiro a outubro, a alta do tomate chegou a 93,61% na capital goiana.
O encarecimento do produto também contribuiu para a elevação dos preços dos alimentos consumidos em casa. Em Goiânia, esse grupo registrou aumento de 1,81% em outubro, acima da média nacional de 1,01%.
A expectativa apresentada pelos comerciantes ouvidos pela TV Record é de que os preços continuem elevados até o fim do ano. A previsão, no entanto, depende das condições climáticas e da oferta do produto nas próximas semanas.
Enquanto isso, consumidores têm procurado alternativas para reduzir os gastos. Entre as opções estão comprar quantidades menores, evitar desperdícios e substituir parte do tomate por verduras e legumes que estejam mais baratos na feira.