CORPO DESAPARECIDO

Três são presos suspeitos de matar homem que estava desaparecido há 3 meses em Goiânia

Investigações apontam que corpo pode ter sido ocultado sob entulhos em chácara na região do Residencial Aruanã; buscas seguem

Imagem da operação
Policiais realizam varreduras em chácara na região do Residencial Aruanã em busca do corpo do homem desaparecido (Divulgação PCGO)

Três homens foram presos na quinta-feira (11/6) suspeitos de matar um homem que estava desaparecido há 3 meses, em Goiânia. De acordo com as investigações, testemunhas relataram que a vítima teria sido perseguida e violentamente agredida após um desentendimento em uma chácara na região do Residencial Aruanã. Segundo os autos, um dos envolvidos teria confessado o crime a terceiros e informou onde o corpo foi ocultado em meio a entulhos.

A ofensiva policial mobilizou agentes para o cumprimento de três mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão, distribuídos entre Goiânia e Senador Canedo. O delegado responsável pelo caso, Marcus Cardoso, explicou que a ação mirou diretamente o núcleo do crime. As ordens judiciais foram expedidas após a delegacia especializada reunir indícios robustos que conectam o grupo à execução e à posterior tentativa de apagar os vestígios do crime.

“Deflagramos a Operação Occultus com o cumprimento de três mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados e em uma chácara onde o corpo possivelmente teria sido ocultado”, afirmou o delegado.

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Emboscada na chácara

O caso começou a ser desvendado em março deste ano, logo após o registro do desaparecimento da vítima. Conforme os elementos reunidos na apuração, o cenário do crime teria sido uma chácara no Residencial Aruanã, propriedade supostamente utilizada para atividades ilícitas.

“As investigações começaram em março desse ano, com a família registrando o desaparecimento da vítima. Após os fatos, foram feitas várias diligências, na qual culminou na identificação dos possíveis autores”, pontuou Cardoso.

No dia do fato, um desentendimento na propriedade entre os envolvidos evoluiu rapidamente para uma sessão de espancamento. Relatos colhidos pelos investigadores mostram que a vítima, mesmo ferida, tentou escapar, mas acabou encurralada em uma área isolada do terreno, onde foi brutalmente assassinada.

De acordo com o delegado, a dinâmica envolveu extrema violência mecânica e a tentativa de destruir os vestígios da execução, “Verificamos que no dia dos fatos a vítima teve um desentendimento [com os suspeitos], que culminou com o ato onde ela foi morta por pauladas e facadas. Foi colocada em um saco de reciclagem e levado a esse local onde tem vários entulhos, e queimado com pneus e, posteriormente, jogado entulhos”.

O desafio na busca pelo corpo

A linha de investigação se concentra agora na localização dos restos mortais, principal desafio das equipes de campo. Os levantamentos indicam que os suspeitos teriam utilizado a própria geografia do local para ocultar o cadáver, escondendo-o sob grandes volumes de entulhos depositados na propriedade rural.

A extensão da chácara e o acúmulo de detritos dificultaram o trabalho pericial, exigindo intervenções profundas no terreno e o uso de maquinário pesado para tentar romper as áreas de possível ocultação.

“Foram feitas escavações no local com mais de sete metros de altura, mas até o momento não encontramos a vítima”, detalhou Cardoso. O delegado também confirmou que os investigados confessaram a prática do crime durante as diligências.

Com a prisão do trio e o material recolhido nos endereços dos alvos, a Polícia Civil entra na fase de cruzamento de depoimentos para tentar refinar o quadrante das buscas pelo corpo da vítima. “As investigações continuam para que façamos o encerramento do caso e a responsabilização de todos os envolvidos”, concluiu o delegado.

A divulgação da imagem do investigado foi realizada nos termos da Lei nº 13.869/2019, da Portaria nº 02/2020 – PC, e conforme despacho da autoridade policial responsável pela investigação, com fundamento no interesse público.

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