Terça-feira, 04 de Agosto de 2026
Segue preso

João de Deus tem pedido de prisão domiciliar negado pela Justiça

Juíza destacou que não existe fato novo, que não houve agravamento do quadro de saúde do médium e que não ficou demonstrada a falta de tratamento dentro da unidade penal

Por - Goiânia, GO
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João de Deus chega ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia

A juíza Rosângela Rodrigues, da comarca de Abadiânia, negou, nesta quinta-feira (8), que João Teixeira de Farias ficasse em prisão domiciliar. Conhecido como João de Deus, o médium segue preso no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia desde dezembro de 2018. Ele é acusado por crimes sexuais e posse ilegal de arma de fogo.

De acordo com a a magistrada, não existe novo fato, não houve agravamento do quadro de saúde do médium e nem ficou demostrada a falta de tratamento de saúde dentro da unidade penal. O Mais Goiás entrou em contato com a defesa do médium, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

João de Deus foi denunciado 11 vezes. É réu em nove processos, dois deles por posse ilegal de arma de fogo. O médium passou por nova audiência no último dia 12 de julho. Ele negou os crimes sexuais, mas admitiu a posse de armas. E alegou que não sabia que guardá-las em casa configurava crime.

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) informou que uma nova audiência deve ser realizada, pois o áudio captado na sessão apresentou ruídos, o que impede de ouvir a gravação. Ainda de acordo com o órgão, isso ocorreu com todas as audiências realizadas nesta data e, por isso, todos os atos serão repetidos novamente.

Recentemente, o juiz José Paganucci Júnior concedeu liminar que autorizava visitas regulares de médicos para acompanharem a saúde do líder religioso. No último dia 22 de julho, o médium recebeu a primeira visita de médicos particulares dentro da prisão. Porém, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) não deu mais detalhes sobre o atendimento e quando eles se repetiriam.

Dois dias após a primeira visita médica, nove advogados que compunham a defesa de João de Deus renunciaram ao caso. São eles: Alex Neder, Luísa Moraes Abreu Ferreira, Renato Martins, Paulo Sergio Coelho, Giovana Paiva, André Perasso, Eduardo Macul, Robert Koller e Alberto Toron. Em carta enviada à imprensa, os profissionais alegaram que “não podem dar razões” à saída do caso e que “confiam na inocência” do médium.

Na tarde da última quarta-feira (7), a Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do médium, em Anápolis. Doram encontrados um arma, munição, extratos bancários e documentos – dentre eles uma carteira de agente prisional e uma da inteligência da a Polícia Militar (PM). A força-tarefa do Ministério Público de Goiás (MP-GO) busca saber se os documentos são falsos e as respectivas origens deles.

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