Sábado, 03 de Outubro de 2026
'GERAÇÃO MIMIMI'

Juíza goiana desabafa contra ‘geração mimimi’ em sentença judicial

Querelante pedia indenização de paróquia por cadeira que quebrou

Por - Goiânia, GO
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Juíza goiana "traduz" sentenças para facilitar entendimento

Um processo por danos morais teve uma sentença curiosa no município de Vianópolis, a cerca de 90 km de Goiânia. Uma mulher processou a Arquidiocese de Goiânia porque a cadeira em que estava sentada se quebrou e ela caiu durante um evento religioso. A juíza negou o pedido e aproveitou o momento para desabafar contra a “geração mimimi”.

O fato aconteceu em 2019. De acordo com a sentença, a mulher participava da Festa da Novena em Louvor a São Geraldo quando a cadeira em que estava sentada quebrou e ela caiu no chão. Ela chegou a ser amparada pelo marido, mas decidiu entrar na justiça pedindo danos morais, materiais e estéticos.

Na sentença, a juíza Marli de Fátima Naves negou o pedido da mulher, afirmando que tratou-se de um “caso fortuito”, ou seja, um fato imprevisível, que não pode ser previsto por nenhum meio humano. Ela ressaltou ainda que a fiel não conseguiu provar a negligência ou imprudência da requerida.

No texto, a magistrada ainda discorreu sobre o pedido, ressaltando que esperava que a requerente tivesse mais maturidade para tratar um assunto como aquele. Marli ressaltou que a sociedade adulta chegou a uma fase do “não posso ser contrariado”.

“Infelizmente, a sociedade adulta chegou numa triste fase do não posso ser contrariado, quer na vida civil, quer na congregação dos santos, uma espécie da já famosa geração do mimi, o que não se espera de alguém que alcançou a idade madura, que deveria refletir proporcionalmente na maturidade”.

O Mais Goiás não localizou a defesa da autora para saber se ela pretende recorrer da decisão. O espaço está aberto para manifestação

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