Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026
Inquérito

MP-GO abre inquérito para apurar fraudes nos registros de frequência do HDT

Promotora responsável pelo caso afirmou que, caso as condutas sejam comprovadas, elas serão caracterizadas como improbidade administrativa

Por - Goiânia, GO
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As denúncias de fraude no registro de frequência de sete médicos no Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) levou o Ministério Público de Goiás (MP-GO) a instaurar um inquérito civil público. O objetivo da medida, de acordo com o órgão, é “apurar o eventual  não cumprimento da carga horária completa de trabalho por médicos”.

A promotora responsável pelo caso, Villis Marra, solicitou à Secretaria de Estado da Saúde (SES), informações a respeito da instauração de uma sindicância, caso ela já tenha sido aberta. Ela também ressaltou, na abertura do inquérito, que receber remuneração sem realizar o trabalho fere os princípios da moralidade e da legalidade. A promotora lembrou que, caso as condutas sejam comprovadas, elas serão caracterizadas como improbidade administrativa.

Relembre o caso de fraude na frequência

O caso já era investigado tanto pelo MP-GO quanto pela própria direção do HDT. Eles apuravam supostas fraudes de sete médicos, entre infectologistas e dermatologistas, nos registros de folhas de pontos. As investigações ocorrem há três meses e identificaram divergências dos horários nas folhas de pontas com os registrados nas câmeras de seguranças.

A direção do hospital estima um prejuízo de mais de R$ 600 mil com as fraudes. Os médicos que estão sob investigação recebem, em média, R$ 15 mil por mês para trabalhar 20 horas por semana. Conforme expõe a reportagem, o salário é calculado com base nas horas que eles alegam ter trabalhados, já que todos eles são dispensados de bater o ponto eletrônico.

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