Terça-feira, 04 de Agosto de 2026
Crise na saúde

Trabalhadores do Hugo bloqueiam avenida por uma hora em protesto contra atraso de salários

Manifestantes alegam que não foram pagos os salários de dezembro, além de 13º e férias. Alguns não recebem desde novembro.

Por - Goiânia, GO
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Cerca de 30 trabalhadores do Hospital de Urgências de Goiânia – Hugo, realizaram uma manifestação no início da noite desta quarta-feira (9). O ato aconteceu em frente ao à unidade de saúde e bloqueou a Avenida 1ª Radial, na esquina com a Avenida Edmundo P. de Abreu, por uma hora.

O protesto teve início às 19 horas. Com faixas e palavras de ordem, os trabalhadores se manifestavam contra o atraso de salários, a falta de pagamento de férias e de 13º.

Júlio Cesar Gonçalves da Silva, um dos manifestantes, é técnico de enfermagem e trabalha no hospital desde 2013. Ele contou ao Mais Goiás que alguns funcionários não recebem desde novembro.

“Ninguém recebeu o mês de dezembro. Teve gente que não recebeu nem o mês de novembro. O 13º também não foi pago e quem tirou férias nos últimos dois meses também não recebeu”, disse Júlio.

Procurado pelo Mais Goiás, o Instituto Haver (Organização Social – OS que administra o Hugo desde novembro) disse que, como o assunto está relacionado aos repasses de recursos por parte do governo estadual, a Secretaria de Estado de Saúde – SES deveria responder a questão.

Em nota, a SES comunicou que não houve paralisação dos servidores. Afirmou também que existe uma dívida de R$ 720 milhões na saúde e que o secretário Ismael Alexandrino se comprometeu a manter os repasses daqui pra frente. Há também,  de acordo com a SES, um compromisso das OSs de não paralisar os atendimentos.

Confira a nota, na íntegra:

“A Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) informa que não houve paralisação dos servidores do Hugo. Sobre a manifestação realizada em frente à unidade, a SES informa que iniciou o Governo de Goiás com dívida de R$ 720 milhões na área da Saúde. Em busca de entendimento para sanar os débitos, o secretário Ismael Alexandrino se reuniu nessa terça-feira, 08/01, com os representantes das organizações sociais que garantiram que não paralisarão suas atividades, assim como a atual gestão se comprometeu em manter os repasses em dia daqui para frente.”

Entenda

Em novembro de 2018, a Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) definiu uma OS para administrar o Hugo. O Instituto Gerir, que administrava a unidade até então, encerrou as atividades de gerência no dia 26 do mesmo mês. Desde então, o hospital é administrado pelo Instituto Haver.

A mudança de gerência se deu porque o Instituto Gerir solicitou a rescisão do contrato. A OS afirmou que os motivos foram os “atrasos recorrentes de pagamento e déficits constantes, que resultam em falta de recursos materiais e humanos para que a organização social continue prestando o trabalho de excelência desenvolvido nas duas unidades”.

*Atualizada às 21h55 para acréscimo da nota da SES

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