REPERCUSSÃO

Guardian: ‘talvez a sexta Copa esteja realmente ao alcance do Brasil’

Guardian vê semelhanças entre Brasil e o Real Madrid que, treinado com Ancelotti, fazia sucesso nas Ligas dos Campeões

Guardian: 'talvez a sexta Copa esteja realmente ao alcance do Brasil' (Foto: Fifa)
Guardian: 'talvez a sexta Copa esteja realmente ao alcance do Brasil' (Foto: Fifa)

A vitória do Brasil contra o Japão na tarde desta segunda-feira (29) parece ter convencido o The Guardian, principal jornal da Inglaterra, de que a seleção brasileira é uma candidata séria ao título da Copa do Mundo.

O Guardian enxerga profundas semelhanças entre o time brasileiro de hoje e o Real Madrid treinado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti em temporadas recentes: uma equipe que corre riscos, mas que, em determinado momento do jogo ataca as fragilidades do adversário e sai com a vitória.

“O Brasil está classificado e enfrentará o vencedor da partida de terça-feira entre Costa do Marfim e Noruega. Novamente, parece que há perguntas a serem respondidas”, diz o jornal .

“O desempenho no primeiro tempo expôs todas as suas fragilidades, principalmente no meio-campo. Mas a transformação no segundo tempo foi profunda e, uma vez que encontraram o ritmo, não há dúvidas sobre sua qualidade ofensiva”.

O Guardian complementa: “A tentação é pensar que eles não podem continuar fazendo isso, que não podem continuar flertando com o perigo. Mas o Real Madrid de Ancelotti fazia isso, e continuava ganhando a Liga dos Campeões. Talvez uma sexta Copa do Mundo esteja realmente ao seu alcance”

A análise que o jornal fez do jogo destaca as alterações do segundo tempo. Sobretudo a entrada de Endrick e a mudança para o 4-2-3-1, que modificou a forma com que o time operava.

“O Brasil perdia por 1 a 0 no intervalo e estava em apuros. A eliminação precoce em uma Copa do Mundo parecia totalmente possível. Cinco jogadores do time titular brasileiro tinham mais de 30 anos, cinco dos seis defensores – e isso transparecia. Mas a entrada de Endrick e uma mudança de formação e abordagem no intervalo mudaram tudo”, resumiu o diário britânico.