Irã é obrigado a treinar pela metade por causa de restrições dos Estados Unidos
Treinador do Irã diz que situação é ainda mais complicada do que antes da estreia da equipe
(O Globo) Às vésperas de enfrentar a Bélgica pela segunda rodada do Grupo G da Copa do Mundo, neste domingo, o técnico do Irã, Amir Ghalenoei, criticou as restrições impostas pelos Estados Unidos ao país e afirmou que a preparação da seleção iraniana para a partida foi prejudicada.
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Neste sábado, o técnico afirmou que a nova programação deixou a equipe com menos de 16 horas para se preparar para o jogo, o que fez o treino ser encurado à metade, informou a agência Reuters.

“Só conseguimos treinar metade do tempo que normalmente dedicamos aos treinos. Queríamos ter uma preparação física e técnica ideal”, disse.
Por causa das restrições de permanência nos EUA em meio às tensões decorrentes da guerra em curso entre os dois países, o Irã está concentrado em Tijuana, no México, e precisa se deslocar para cada partida em solo americano.
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Segundo Ghalenoei, a situação agora é ainda mais complicada do que antes da estreia da seleção no Mundial, contra a Nova Zelândia, que terminou num empate de 2 a 2. Para o primeiro jogo, o treinador diz que teve 24 horas para preparar a equipe.
“Para o terceiro jogo, nos permitiram decidir por conta própria o planejamento da viagem”, disse ele à Reuters. “Mas o meu questionamento é: por que não nos deixaram chegar mais cedo também para os dois primeiros jogos?
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Apesar de elogiar o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e a entidade, dizendo que “estão fazendo todo o possível”, o comandante da equipe iraniana também apontou tratamento desigual em relação à Bélgica.
“Olhem para a seleção belga. Eles chegaram ontem ao meio-dia. Conseguiram fazer um treinamento adequado. É uma equipe muito forte e altamente respeitada e, sem dúvida, será um jogo muito difícil amanhã. Mas nós também somos iranianos e temos bons jogadores, com grande potencial”, disse, ainda segundo a Reuters.