Masturbação faz bem? Veja benefícios, sinais de excesso e se afeta a fertilidade
Entenda quando o hábito pode se tornar um problema
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Masturbação faz bem? Quais os benefícios e sinais de excesso? O hábito afeta a fertilidade? A masturbação é uma prática sexual natural e saudável, que pode ajudar a conhecer melhor o próprio corpo, reduzir o estresse e até melhorar a vida sexual. Apesar de ainda ser cercada de tabus, especialistas destacam que não existe uma frequência considerada normal para se masturbar. O que merece atenção é quando o hábito passa a interferir na rotina ou provoca lesões.
Durante o orgasmo, o organismo libera substâncias como ocitocina, prolactina, serotonina e dopamina, relacionadas à sensação de prazer e bem-estar. Segundo Jesús Rodríguez, diretor do Instituto Sexológico Murciano (ISM), a masturbação também tem efeitos ansiolíticos e pode ser considerada uma atividade benéfica para a saúde cardiovascular.
Benefícios da masturbação
Nos homens, a ejaculação faz a próstata atuar como glândula e pode contribuir para sua saúde. Há também estudos que relacionam a ejaculação regular à redução do risco de algumas infecções e doenças prostáticas.
Nas mulheres, o orgasmo aumenta o fluxo sanguíneo na região genital e pode contribuir para a manutenção das mucosas, dos tecidos e do assoalho pélvico. A prática também pode ajudar a aliviar cólicas menstruais.
Além dos efeitos físicos, a masturbação pode ajudar a aliviar a tensão, diminuir o estresse e favorecer uma relação mais confortável com o próprio corpo. Por não envolver parceiro sexual, também não oferece risco de gravidez ou de transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Quando a masturbação pode ser um problema?
Não é a quantidade de vezes que determina se existe um problema. A preocupação surge quando a pessoa sente que não consegue controlar o comportamento ou passa a realizá-lo em situações inadequadas.
Entre os sinais de alerta estão:
- necessidade incontrolável de se masturbar, inclusive em locais públicos, no trabalho ou na sala de aula;
- dificuldade de passar períodos mais longos sem recorrer à prática;
- irritação, inchaço, inflamação, vermelhidão ou outras lesões na região genital;
- dores ou incômodos nas mãos e nos punhos causados pelo excesso.
Masturbação afeta a fertilidade?
De acordo com o urologista Patricio C. Gargollo, da Mayo Clinic, é improvável que a masturbação prejudique a fertilidade masculina.
Alguns dados apontam que a qualidade ideal do sêmen pode ser obtida após dois ou três dias sem ejaculação. Porém, pesquisas também indicam que homens com produção normal de espermatozoides podem manter concentração e motilidade adequadas mesmo com ejaculação diária.
Os espermatozoides, por sua vez, têm um ciclo de vida de cerca de 74 dias, independentemente de serem eliminados ou não.
Então, existe uma frequência ideal?
Não. A frequência varia de pessoa para pessoa e pode mudar ao longo da vida. Estudos apontam, inclusive, que a masturbação pode aumentar entre algumas pessoas na velhice, enquanto outras apresentam redução do interesse com o passar dos anos.
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