Candidato ao Senado diz que “não existe feminicídio” e que termo foi criado pela esquerda
Durante a entrevista, ele também disse que a esquerda criou o termo e outros conceitos relacionados à violência contra a mulher
Ir direto pra matéria
O candidato ao Senado por Minas Gerais, Marco Antônio Costa, conhecido como “Superman” (Novo), afirmou durante uma sabatina que ‘não existe feminicídio” e defendeu a retirada do crime do Código Penal. Durante a entrevista, ele também disse que a esquerda criou o termo e outros conceitos relacionados à violência contra a mulher.
LEIA: Brasil registra 399 vítimas de feminicídio no 1º trimestre, seu pior índice histórico; Goiás teve 18
“Se alguém aqui conseguir me explicar o que é feminicídio, eu tenho um milhão de reais guardados no banco”, afirmou Costa durante a sabatina realizada na Faculdade de Direito Milton Campos, em Nova Lima. Em seguida, reforçou a posição: “Não existe feminicídio. Tirem isso da cabeça”. O candidato também disse que expressões como misoginia estrutural e patriarcado opressor seriam discursos de “gente da extrema esquerda”.
A legislação brasileira reconhece o feminicídio desde 2015. Em 2024, o crime ganhou tipificação autônoma no Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de prisão. A lei considera feminicídio a morte de uma mulher por razões relacionadas à condição do sexo feminino, incluindo situações de violência doméstica e familiar ou de menosprezo e discriminação contra a mulher.
LEIA MAIS:
- Senado aprova cadastro de condenados por violência à mulher
- “Evita vítimas da vez”, diz delegada sobre cadastro de agressores
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil em 2025, alta de 4,7% na comparação com 2024 e maior número da série histórica apresentada pelo levantamento. A taxa chegou a 1,4 morte para cada 100 mil mulheres. Desde a criação da lei, em março de 2015, ao menos 13.703 mulheres foram assassinadas no país por razões de gênero.
CONFIRA: Dez anos após a Lei do Feminicídio, Goiás ainda enfrenta desafios para evitar mortes de mulheres