Com novo reajuste às vésperas das eleições, custo com Bolsa Família salta 1.380% desde 2004
Gasto com Bolsa Família, principal programa social do governo federal, vai chegar a R$ 178, 5 bilhões no ano que vem
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(O Globo) Com o novo reajuste no benefício do Bolsa Família, anunciado nesta quinta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o custo do programa no orçamento federal vai atingir R$ 162,4 bilhões este ano e R$ 178,5 bilhões em 2027. A previsão para o ano que vem representa um salto de cerca de 1.380% em relação a 2004, quando foi lançado o programa. Naquela época, o custo anual, considerando valores atualizados pela inflação, foi de R$ 12,1 bilhões.
O reajuste de 15% vai começar a valer na folha de pagamento de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Desse modo, o custo adicional este ano será de R$ 5,8 bilhões, se somando à dotação orçamentária atual de R$ 156,6 bilhões. Já para 2027, a estimativa do governo é de gasto deve aumentar R$ 22,7 bilhões frente ao valor previsto no projeto de lei orçamentária anual (PLOA), de R$ 155,8 bilhões.
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A partir do lançamento do Bolsa Família, o custo do programa foi crescendo gradualmente até 2019, ano em que atingiu R$ 46,8 bilhões. Em 2020, com a pandemia de covid-19 e a criação do auxílio emergencial para um público extenso, o gasto mais do que triplicou, para R$ 155,1 bilhões.
Em 2021, com a redução gradual e extinção do auxílio emergencial, o ex-presidente Jair Bolsonaro elevou o piso do Bolsa Família para R$ 400 em outubro. O gasto naquele ano foi de R$ 58,3 bilhões.
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No ano seguinte, em que Bolsonaro tentava a reeleição, foi criado um “voucher” adicional de R$ 200 em agosto, que valeria até dezembro de 2022. Com isso, o programa custou naquele ano R$ 103,5 bilhões.
Com o retorno o poder, Lula tornou o piso de R$ 600 permanente e criou benefícios adicionais para famílias com crianças pequenas e grávidas, por exemplo, totalizando um custo de R$ 184,8 bilhões em 2023, um valor recorde.
Depois, o gasto foi reduzindo ano a ano com medidas de fiscalização e combate à fraude no programa, assim como com mudanças nas regras para saída organizada do Bolsa, em caso de aumento de renda.