Metade dos brasileiros já rompeu relações por divergências políticas, diz pesquisa
Pesquisa mostra também que maioria dos brasileiros confia mais em TV do que em redes sociais para formar opiniões sobre política
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A influência da polarização política sobre a vida cotidiana dos brasileiros continua a refletir nas relações pessoais. Levantamento do Instituto Informa mostra que 52,7% da população já rompeu ou reduziu o convívio com amigos ou familiares por causa de divergências políticas. Desse total, quase 30% afirmam que esse tipo de afastamento ocorre com frequência.
Para o sociólogo Fábio Gomes, fundador e presidente do Instituto Informa, os dados indicam que as disputas políticas deixaram de se restringir ao campo eleitoral e passaram a afetar diretamente a convivência entre as pessoas. Segundo ele, o fato de mais da metade dos entrevistados relatar rompimentos motivados por diferenças de posicionamento demonstra que a polarização já provoca consequências concretas nas relações sociais.
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Os resultados fazem parte da pesquisa Panorama Eleitoral Brasileiro, realizada entre os dias 21 de maio e 7 de junho de 2026. O estudo ouviu 2.419 pessoas em todo o país, possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Confiança maior na TV
A pesquisa também mostra que, embora as redes sociais tenham consolidado seu espaço como porta de entrada para o consumo de notícias sobre política, o eleitor brasileiro ainda deposita confiança maior na TV na hora de formar ou rever uma opinião sobre um candidato. Debates e entrevistas em telejornais são os formatos de maior influência na decisão do voto.
Segundo a pesquisa, 53,3% dos entrevistados apontaram esse formato como o mais relevante para despertar interesse ou até levá-los a rever a escolha de um candidato.
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Na sequência aparecem as reportagens veiculadas em jornais impressos e grandes portais de notícias, mencionadas por 22,3% dos participantes. Já conteúdos publicados nas redes sociais, como vídeos, memes e postagens, foram citados por 11,4% dos entrevistados.
O levantamento também indica uma perda de influência da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Apenas 6,6% dos participantes consideram esse tipo de conteúdo determinante para formar ou alterar sua opinião política. Percentual semelhante foi registrado para comentários e análises de formadores de opinião, apontados por 6,4% dos entrevistados como fator de influência.