MP-GO propõe ação contra prefeito de Senador Canedo por improbidade administrativa
Motivo da ação é negligência por parte do administrador municipal acerca de uma obra embargada. Prefeitura alega que cumpriu todos os requisitos legais
Ir direto pra matériaO Ministério Público de Goiás (MPGO), ajuizou uma ação civil pública contra o prefeito de Senador Canedo, Divino Pereira Lemes e outras três pessoas por improbidade administrativa. O motivo é a continuidade na construção de uma obra embargada.
Além do prefeito, foram citados na ação a secretária municipal de planejamento urbano, Laudeni Miguel Dionísio Lemes; o vereador Carpegiane Silvestre da Silva, e o irmão dele, Magno Silvestre da Silva.
Na ação, o MPGO requer um prazo de 15 dias para a apresentação de justificativas por parte dos réus. O documento requer ainda a condenação por improbidade administrativa. A pena é a perda de função pública, suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos e multa.
Entenda
De acordo com os autos da ação, a obra está no nome de Magno e foi embargada em outubro de 2018, ainda na fase de fundação. Entretanto, a construção continuou e hoje se encontra em fase final, no terceiro andar. Além do embargo, ela também foi denunciada por desrespeitar o espaçamento necessário para a calçada.
Em fevereiro deste ano o MP solicitou à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano (Seplan) esclarecimentos sobre o andamento da obra. Foram requeridos também os documentos e as providências tomadas com relação ao embargo. Em resposta ao MP, a Seplan negou que tenha negligenciado suas obrigações de fiscalização
O promotor responsável pelo caso, Glauber Rocha Soares, escreveu nos autos que o descumprimento do embargo não foi punido, sequer com multa. Por esse motivo, enviou uma recomendação no dia 1º de março solicitando que a prefeitura corrigisse a ausência de fiscalização. As providências deveriam ser tomadas em um prazo de 48 horas.
Esse prazo, entretanto, não foi cumprido e a obra continua.
Resposta
Por meio de nota, a assessoria da Prefeitura de Senador Canedo informou que o setor jurídico da administração municipal está analisando a ação e responderá dentro do prazo estabelecido.
Com relação à obra, a prefeitura comunicou que a fiscalização tem cumprido as determinações legais. A nota esclarece ainda que será realizado um novo estudo para verificar as construções em andamento, o posicionamento das calçadas e demais adequações necessárias.
A prefeitura esclareceu ainda que todas as medidas cabíveis com relação à obra foram adotadas, como as vistorias, a notificação do proprietário e a aplicação de uma multa por irregularidade. Ao constatar que o dono não corrigiu os problemas, a administração embargou a obra e aplicou uma nova multa.
Por fim, o poder público municipal afirmou que não há inércia do município e que as recomendações não foram ignoradas.