Patrimônio de Baldy: da declaração de R$ 4,2 milhões à venda de empresa por R$ 500 milhões
O empresário e ex-ministro é suplente da candidata Gracinha Caiado
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Empresário, ex-ministro das Cidades e hoje executivo de uma das maiores montadoras do mundo, Alexandre Baldy construiu uma trajetória que mistura negócios, política e grandes operações empresariais. Um dos capítulos mais relevantes dessa história foi a venda da Allbox Embalagens, empresa fundada por Baldy e mantida sob seu controle por 18 anos, por R$ 500 milhões.
Instalada em Anápolis (GO), a Allbox foi adquirida em 2023 pela multinacional All4Labels. O negócio marcou a saída de Baldy do comando da empresa que ajudou a construir e colocou sua trajetória empresarial novamente em evidência nacional.
Os números declarados à Justiça Eleitoral mostram que, em 2014, quando concorreu à Câmara dos Deputados, Baldy declarou patrimônio de R$ 4,2 milhões. Em 2022, na disputa pelo Senado, o valor informado havia recuado para R$ 3,16 milhões.
A diferença ganha relevância quando colocada ao lado da venda da Allbox, anunciada um ano depois por R$ 500 milhões. Os dois números, entretanto, não podem ser tratados como equivalentes: o valor de R$ 500 milhões corresponde à operação de venda da empresa e não significa, necessariamente, que esse montante tenha sido incorporado ao patrimônio pessoal de Baldy.
A trajetória de Baldy começou no setor empresarial em Goiás, antes de ganhar projeção na política. Ele foi secretário de Indústria e Comércio do Estado, deputado federal, ministro das Cidades no governo Michel Temer e secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo.
Depois da venda da Allbox, voltou a concentrar sua atuação no setor privado. Atualmente, é vice-presidente sênior e chefe comercial e de marketing da BYD Auto Brasil, empresa que vem ampliando sua presença no mercado brasileiro. Em Goiás, também preside o Progressistas.
A trajetória de Baldy, portanto, reúne uma sequência pouco comum: empresário que ingressou na política, ocupou posições de destaque na administração pública, vendeu uma empresa por R$ 500 milhões e retornou ao mercado privado em uma posição de comando de uma das principais montadoras globais.