Investigada no escândalo do INSS, amiga de Lulinha declara voto em Flávio Bolsonaro
Roberta é investigada em três inquéritos relacionados a suspeitas de corrupção e tráfico de influência no governo federal
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A empresária e lobista Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal no escândalo do INSS e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL) neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais. Ex-apoiadora de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ela afirmou que o presidente não tem mais condições de governar o país. Roberta ganhou destaque nas últimas semanas ao fazer acusações contra o petista e anunciar a intenção de colaborar com as investigações que envolvem seu nome e o de pessoas próximas ao governo.
“Votei em Flávio 22. Votei com muita consciência, votei com muita esperança de um país melhor, de um país com mais investimentos, um país mais moderno”, afirmou em vídeo publicado no Instagram. A empresária defendeu a alternância de poder e disse acreditar que o Brasil precisa de novos rumos, especialmente na área da segurança. No primeiro turno, ela havia votado nulo.
Roberta é investigada em três inquéritos relacionados a suspeitas de corrupção e tráfico de influência no governo federal. A Polícia Federal apura sua ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como um dos principais operadores do esquema de descontos fraudulentos em aposentadorias. Segundo as investigações, ela recebeu R$ 1,5 milhão do empresário e teria atuado como elo entre ele e Lulinha. A defesa nega irregularidades e afirma que os valores estavam relacionados a um projeto empresarial na área de canabidiol, sem ligação com as fraudes previdenciárias.
O rompimento com Lula ganhou repercussão após o presidente chamar Roberta de “pilantra” e negar conhecê-la. Em entrevista à CNN Brasil, no dia 17 de outubro, ela acusou o petista de mentir e afirmou que pretende fazer uma delação premiada, sem poupar o presidente ou seu filho. Também disse que Lulinha participava de reuniões com ministros do governo. Lula negou ter mantido interlocução com a empresária e afirmou desconhecer os fatos relatados por ela. As acusações não foram comprovadas publicamente, e não há confirmação de acordo de delação firmado.
A declaração de voto marca uma mudança na trajetória política de Roberta, que disputou uma vaga de deputada estadual pelo PT em 2018 e apoiou Lula na eleição de 2022. Amiga de Lulinha há anos, ela chegou a anunciar uma doação de R$ 500 mil ao petista em 2017. Na atual campanha, seu nome passou a ser utilizado por Flávio Bolsonaro para cobrar explicações do presidente sobre as investigações. Durante o debate da Band, no último dia 18, o candidato do PL chegou a perguntar diretamente a Lula: “Você conhece a Roberta?”.