Saiba como foi o depoimento de Bolsonaro sobre arma apreendida em blitz no DF
Depoimento durou cerca de cinco minutos. Segundo delegado responsável pelo caso, Bolsonaro respondeu a todos os questionamentos da polícia
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na tarde da última terça-feira (23/6) no inquérito que investiga a apreensão de uma pistola registrada em nome dele. A arma foi encontrada durante uma blitz realizada em Brasília. Segundo a defesa, a oitiva durou cerca de cinco minutos e ocorreu na própria residência do ex-presidente, no Jardim Botânico, onde ele cumpre prisão domiciliar humanitária.
Antes de ser ouvido, Bolsonaro se reuniu por aproximadamente uma hora com seus advogados. Os policiais civis responsáveis pela investigação permaneceram cerca de 40 minutos no condomínio para realizar os procedimentos. O depoimento foi conduzido pelo delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia.
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De acordo com a Polícia Civil, o ex-presidente respondeu a todos os questionamentos apresentados pelos investigadores. Em razão do sigilo do inquérito, o conteúdo não foi divulgado.
Conforme a versão apresentada pela defesa, Bolsonaro explicou que não determinou que a arma fosse retirada de sua residência para conserto. Segundo os advogados, o pedido feito ao militar responsável por sua segurança era apenas para verificar o funcionamento da pistola, após o ex-presidente perceber uma falha no mecanismo.
A arma foi apreendida no último dia 15 de junho, durante um bloqueio policial no Pistão Norte, em Brasília. A pistola Glock calibre 9 milímetros era transportada pelo segundo-sargento Estácio Leite da Silva, militar vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que integra a equipe de segurança do ex-presidente.
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Em depoimento, o militar afirmou que recebeu a arma para realizar um reparo no percussor, após constatar um defeito de fácil solução. Segundo ele, o armamento foi retirado da residência de Bolsonaro com a finalidade exclusiva de manutenção e seria devolvido no dia seguinte.
A defesa sustenta que a pistola estava inoperante porque integrantes da equipe de segurança retiraram o percussor sem o conhecimento de Bolsonaro. A medida, segundo os advogados, teria sido adotada como precaução em razão do uso de medicamentos psiquiátricos capazes de afetar a cognição do ex-presidente. Ainda conforme a defesa, ao perceber que a arma não funcionava corretamente, Bolsonaro pediu que o militar verificasse o problema e providenciasse a manutenção.
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Em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados afirmam que a retirada da peça foi uma decisão da equipe de segurança para evitar riscos e que Bolsonaro só tomou conhecimento da situação ao testar o funcionamento da arma. A defesa também ressalta que o armamento possuía documentação regular.
A pistola foi apreendida porque, no momento da abordagem policial, não estava acompanhada do Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf), documento de porte obrigatório para o transporte do armamento.