Terça-feira, 11 de Agosto de 2026
COMISSÃO

CPI do Jockey Club aprova convite para depoimento de Marconi

Tucano é ex-membro do Conselho de Administração da instituição; vereadores apuram supostas irregularidades fiscais e imobiliárias

Por - Goiânia, GO
Publicado em:
CPI do Jockey Club aprova convite para depoimento de Marconi

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Jockey Club da Câmara Municipal de São Paulo quer que o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, prestem depoimento. Os convites foram aprovados nesta terça-feira (11), após requerimentos apresentados pelo vice-líder de governo na Casa e presidente da CPI, vereador Gilberto Nascimento (PL).

Conforme justificativa para o convite, Marconi é ex-membro do Conselho de Administração da instituição, enquanto Steinbruch é ex-presidente e ainda faz parte do grupo. O parlamentar afirmou, ainda, que a participação dos dois visa prestar informações sobre “decisões administrativas e financeiras” durante a gestão.

O requerimento ainda argumenta que o depoimento do goiano vai auxiliar a Comissão acerca de questões “administrativas, financeiras e patrimoniais relacionadas à Transferência do Direito de Construir, bem como sobre as demais obrigações financeiras da entidade perante o município”.

Ao Mais Goiás, Perillo informou, por meio de sua assessoria, que atuou como conselheiro no Jockey Club de São Paulo, mas “jamais desempenhei qualquer atribuição executiva, administrativa ou financeira no clube, tampouco tive ingerência sobre débitos tributários, questões imobiliárias ou qualquer das matérias sob apuração. Não há, aliás, um único indício que me vincule às supostas irregularidades que motivaram a instalação da CPI”. Ele ainda esclareceu que foi convidado, podendo ou não atender ao chamado. Desta forma, o político afirmou que atenderá ao convite após as eleições.

LEIA MAIS:

CPI

Desde novembro passado, a Câmara investiga, por meio da CPI, supostas irregularidades fiscais e imobiliárias na instituição. Entre elas, a gestão de débitos tributários, alienação de potencial construtivo e possível omissão do poder público.

Em nota oficial, a Câmara disse que a CPI ganhou força após “denúncias recentes contra o Jockey Club, suspeito de utilizar irregularmente recursos públicos municipais e federais que foram captados para restauro do patrimônio histórico”. O clube seria alvo de cobrança de quase R$ 1 bilhão em débitos de IPTU e outros tributos do município.

Ao final do encontro desta terça-feira, Gilberto disse ser possível pedir a prorrogação dos trabalhos do colegiado. “Acredito que essa prorrogação vá acontecer sim”, afirmou.

Ele continuou: “Dividimos a CPI em três fases, é um entendimento combinado entre os vereadores e o presidente da Casa, porque primeiro ouvimos aqueles que apresentaram denúncias ao Jockey Club, num segundo momento esgotamos todos os nomes da Prefeitura e agora nesta terceira fase vamos ouvir diretores financeiros, esse é o ponto que queremos chegar. Essa CPI busca efetivamente que o Jockey possa sentar nas cadeiras da Câmara Municipal para provocar um ajuste de contas e um efetivo pagamento para a cidade de São Paulo.”

Confira a nota de Marconi Perillo na íntegra:

A respeito do convite aprovado nesta terça-feira (11) pela CPI do Jockey Club, da Câmara Municipal de São Paulo, esclareço que tal decorre, única e exclusivamente, da função de conselheiro que exerci no Jockey Club de São Paulo.

Jamais desempenhei qualquer atribuição executiva, administrativa ou financeira no clube, tampouco tive ingerência sobre débitos tributários, questões imobiliárias ou qualquer das matérias sob apuração. Não há, aliás, um único indício que me vincule às supostas irregularidades que motivaram a instalação da CPI.

Causa preocupação, contudo, que uma comissão em atividade desde 2025, ainda sem conclusões, volte agora sua atenção a pessoas públicas justamente às vésperas das eleições — momento que exige redobrada cautela para que os trabalhos legislativos não produzam indevido constrangimento político nem repercutam sobre o processo eleitoral.

Reafirmo que fui convidado, podendo ou não atender ao convite. Mesmo não sabendo de que forma eu poderia colaborar com essa CPI, me disponho a, assim que se encerrarem as eleições que estou disputando, marcar uma data para atender esse convite. Os goianos sabem de minha agenda intensa nesse período eleitoral, e minha prioridade absoluta é o estado de Goiás e o foco na minha campanha.

Categorias:
Poder em Jogo Política