Sabatina Mais Goiás: Gracinha fala da pulverização da chapa ao Senado, ataca STF e propõe confisco de bens para feminicidas
Para ela, a base poderia fazer dois senadores neste ano se tivesse limitado os candidatos
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A ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil) abordou a pulverização das candidaturas governistas ao Senado, a segurança pública em Goiás, além da crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) durante participação na Sabatina Mais Goiás 2026, nesta quarta-feira (23).
Em sua fala, a candidata ao Senado afirmou que sempre defendeu apenas duas candidaturas na base. Na ocasião, ela lembrou que, na última eleição, o grupo não conseguiu eleger senador, após lançar três nomes na disputa para uma vaga.
“Na época, foram o Alexandre Baldy, Vilmar Rocha e Delegado Waldir. Os três foram muito bem votados e a base perdeu. E está acontecendo a mesma coisa agora. Nós somos quatro candidatos; você viaja pelo interior de Goiás e você vê essa multiplicidade de votos. Mas já está estabelecido e o jogo está jogado. Então, não temos do que reclamar. Temos que seguir e ver quais serão os resultados da urna.”
Para ela, a base poderia fazer dois senadores neste ano se tivesse limitado os candidatos. “Eu não tenho dúvidas”, afirmou. A ex-primeira-dama ainda lembrou que, inicialmente, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o governador Daniel Vilela (MDB) gostariam de caminhar com o PL. Nesse cenário, o segundo nome na chapa seria o deputado federal Gustavo Gayer (PL), que hoje disputa na chapa de Wilder Morais (PL).
“Mas não deu e nós temos quatro candidatos. E não existe eleição ganha nem eleição perdida. Eleição só se ganha quando fecha a urna, às 17h.”
STF virou “Lama”
Em outro momento, ela também lamentou a atual situação do Supremo Tribunal Federal (STF), com ministros que estariam envolvidos no escândalo do Banco Master. Segundo ela, a Corte maior do país “virou uma lama”.
“O que nós vimos no último dia 15 de setembro foi uma vergonha. O Brasil parou para assistir e você viu uma discussão aberta entre ministros”, afirmou, ao se referir ao julgamento que deveria autorizar ou não a investigação contra Alexandre de Moraes, mas foi suspenso após pedido de vista de Flávio Dino.
“Dino pediu vista para coibir a investigação. Todos sabem que o Senado é a Casa que vai investigar e julgar o impeachment de ministros. Agora, o que falta para ser feito? São 109 pedidos de impeachment engavetados. Não basta assinar, tem que ter a coragem e a exigência para que se ponha para votação. Não é aceitável que um ministro do Supremo ache que está acima da lei.”
Para Gracinha, um ministro deveria ser um guardião da Constituição. “Mas, a cada dia, vemos uma nova denúncia contra um ministro. Uma vergonha, o Supremo virou uma lama. E o brasileiro fica sem explicação.”

Combate ao feminicídio
Ao abordar a segurança pública, especificamente nos casos de feminicídios, que avançaram nos últimos anos, Gracinha diz ser um assunto que a deixa muito triste. A candidata ao Senado afirmou que queria ver esse problema zerado, pois, desde o primeiro dia da gestão do marido, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), o grupo trabalha para combater os números.
“A gente sabe que esse crime não é apenas da segurança pública; ele envolve todos nós, a sociedade. O que mais dificulta é que em todo levantamento, a cada dez crimes cometidos, oito são pelos parceiros da mulher”, afirmou. “E o que nos deixa mais tristes, é que 76% desses crimes acontecem dentro da própria casa.”
Entre os projetos liderados por ela à frente da causa social, Gracinha destacou o cartão Goiás Por Elas; as Salas Lilás, para serem acolhidas ao fazer o exame de corpo delito; além de aplicativos que auxiliam a segurança das mulheres. “Dentro dos casos que a Patrulha Maria da Penha cuida, de mulheres que estão com medida protetiva — são 30 mil —, aconteceram, infelizmente — e queríamos que não fosse nenhum —, cinco crimes. Porque é um crime que você não consegue conter, porque acontece dentro da própria casa, dentro da família.”
Segundo ela, caso eleita, trabalhará todo dia para acabar com os feminicídios e crimes de violência contra a mulher. Entre as propostas, ela diz que pretende fazer o confisco de bens de quem comete violência contra a mulher. “Quem sabe assim não conseguimos inibir esses homens mau-caráter que cometem esses crimes.”
Sobrenome
Gracinha também foi questionada acerca de seu sobrenome e como isso é um diferencial na campanha, sobretudo quando ela já afirmou que voto não se herda. Na sabatina, ela afirmou ter muito orgulho de carregar o sobrenome Caiado.
A política ainda disse se inspirar no marido por ele ser uma “pessoa de coragem, determinada”. Segundo ela, o que se herda não é apenas um sobrenome, mas um trabalho. “Você herda toda uma forma de trabalhar. E eu, se eleita senadora, quero sim, muito, ter ele ao meu lado para colaborar, pois tem experiência nisso”, afirmou.
Assista na íntegra:
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Cronograma das Sabatinas
As entrevistas serão realizadas em dois horários diários, às 10h e às 15h:
- 22 de setembro (terça-feira): Cíntia Dias (10h) e Vanderlan Cardoso (15h)
- 23 de setembro (quarta-feira): Zacharias Calil (10h) e Gracinha Caiado (15h)
- 24 de setembro (quinta-feira): Gustavo Gayer (10h) e Gustavo Mendanha (15h)
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