Terça-feira, 04 de Agosto de 2026
POSSÍVEL SUBNOTIFICAÇÃO

Mudança da Deam pode gerar subnotificação de casos de violência contra mulher, aponta entidade

Conselho Estadual da Mulher diz que mudança do atendimento do Setor Central para o Jardim Curitiba II pode ocasionar subnotificação

Por - Goiânia, GO
Publicado em:
Deam

Os atendimentos da 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) do Centro de Goiânia foram transferidos temporariamente para a Deam da região Noroeste e para a Central de Flagrantes, no Setor Cidade Jardim. A mudança ocorre desde o dia 14 de novembro, em razão de obras de reforma. A Polícia Civil diz que as vítimas estão recebendo assistência adequada. O Conselho Estadual da Mulher de Goiás (Conem), no entanto, vê a situação com preocupação, já que a distância entre os locais pode ocasionar subnotificação.

Segundo a Polícia Civil, por conta de uma reforma nas instalações principais da 1ª Deam, o expediente da especializada passou a atuar na 2ª Deam, no Jardim Curitiba, a 16 km de distância.

Os autos de prisão em flagrante, solicitações de medida protetiva de urgência e RAIs, por sua vez, estão sendo feitos pela equipe plantonista na Central Geral de Flagrantes, na Av. Eng. Atílio Corrêa Lima, no Setor Cidade Jardim.

Preocupação

A mudança no local de atendimento da especializada é visto com preocupação pelo Conselho Estadual da Mulher. Segundo Ana Rita de Castro, presidente da entidade, a distância entre uma delegacia e outra é grande e surge como um “dificultador” para mulheres que precisam de atendimento urgente.

“O acesso à delegacia do Jardim Curitiba é difícil. Há uma dificuldade de locomoção por meio do transporte público e muitas mulheres não têm condição financeira de se deslocar para lá através de transporte particular. Essa mudança pode limitar as vítimas a fazerem as denúncias, gerando, assim, um quadro de subnotificação”, criticou.

Polícia Civil diz que atendimento segue normal

De acordo com nota publicada pela Polícia Civil nas redes sociais, a 2ª Deam foi recentemente reformada e ampliada e comporta o expediente das duas especializadas.

A PC afirma que os transtornos das obras são “provisórios” para um “benefício duradouro”. Segundo a corporação, os atendimentos nunca foram paralisados e continuam normais a todas as mulheres que procuram a delegacia.

O Mais Goiás procurou a Secretaria de Segurança Pública (SSP-GO) em busca de um posicionamento sobre o assunto, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria. O espaço está aberto para manifestação.

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