Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026
APÓS ELEIÇÕES

‘Ele teria matado meu esposo’: tio contém agressor de idoso após vitória de Lula em Goiânia

Esposa afirma que camisa vermelha era 'roupa comum' e que o homem, que não tem filiação partidária, não sabia do resultado das eleições

Inglid Martins
Por - Goiânia, GO
Publicado em: • Atualizado em:
Tio interviu para cessar agressões contra idoso no Jardim Goiás

O homem que aparece nas imagens de segurança contendo agressões contra um idoso de 70 anos que vestia camiseta vermelha no Jardim Goiás, em Goiânia, no domingo (25), é tio de Gustavo da Costa Pinto de 33 anos, investigado pelo ataque. A informação foi relatada ao Mais Goiás pela mulher do idoso, que prefere não ser identificada. “Se o tio dele, que é nosso vizinho, não tivesse contido as agressões, o sobrinho teria matado meu esposo”, afirmou.

Além de hematomas e diversos ferimentos, o idoso sofreu uma fratura no nariz e precisará passar por cirurgia. O caso foi registrado logo após a vitória do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PT) no último domingo (25/10). O agressor, de camiseta verde e amarela, estava revoltado com a derrota do candidato no segundo turno, aponta a mulher.

Ainda no relado da esposa ao Mais Goiás, a agressão foi violenta e sem motivo nenhum. O idoso voltava de uma caminhada no Parque Flamboyant, hábito que mantém para cuidar da saúde, quando foi surpreendido pelo ataque. De acordo com a mulher, Gustavo, havia chegado ao local com os tios, que voltavam de um encontro em que acompanharam a apuração dos resultados eleitorais. Ela afirma que o suspeito descontou a insatisfação política no marido.

O Mais Goiás não conseguiu contato com a defesa de Gustavo da Costa Pinto. O espaço segue aberto para manifestação.

Vermelho sem filiação partidária

Ela ressaltou que o marido não participava de nenhuma manifestação política e sequer sabia que o resultado das eleições havia sido anunciado. Segundo ela, a camiseta vermelha que ele vestia no momento da agressão era uma roupa comum, sem qualquer identificação partidária. “Ele usa camiseta vermelha, usa camiseta azul, usa camiseta verde. No dia, ele estava de camiseta vermelha”, contou.

Imagem do socorro
O idoso de 70 anos foi derrubado e agredido com socos e chutes (Foto: Ocorrência)

Leia mais

Idoso foi levado ao Hugo

Após a agressão, o idoso foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital de Urgências de Goiás (Hugo). Ele recebeu alta, mas continua em casa com dores e ferimentos no nariz, na boca e no rosto. Além da fratura no nariz, a vítima está com dificuldade para falar devido aos machucados na boca e deverá passar por cirurgia.

“Foi uma agressão gratuita, violenta, sem explicação. O dano psicológico, o dano físico, nada disso é pagável”, afirmou.

A família constituiu advogado para acompanhar o caso e pretende buscar a responsabilização do suspeito que já foi indetificado como

Imagem da agressão
As imagens mostram a abordagem e a agressão contra o idoso no Jardim Goiás (Foto: reprodução)

Polícia apura agressão

Conforme o boletim de ocorrência, o filho da vítima relatou à Polícia Militar que o pai havia sido agredido por um homem no Jardim Goiás. O registro aponta que o ataque teria sido motivado por divergências políticas.

Segundo o documento, o suspeito desceu de uma caminhonete branca e atingiu o idoso com socos e chutes antes de deixar o local. O homem que aparece nas imagens contendo o agressor interveio durante a violência.

No dia dos fatos, a Polícia Militar realizou buscas na região, mas não encontrou o Gustavo naquele momento. De acordo com a esposa da vítima, ele havia se apresentado à Delegacia Especializada no Atendimento à Pessoa Idosa (DEAI) no dia seguinte, mas ainda não tinha prestado depoimento até o momento da entrevista.

O caso segue sob investigação. A possível motivação política e as circunstâncias da agressão deverão ser esclarecidas pela Polícia Civil.

Leia também

Categorias:
Cidades Goiânia
Tags:
Agressão a Idoso fratura no nariz Goiânia intolerância política Investigação Jardim Goiás Polícia Civil Violência