Goiânia tem inflação zero em julho, mas lidera alta de preços em 12 meses no Brasil
Goiânia registrou estabilidade no IPCA em julho, com variação de 0,00%, após alta de 0,26% em junho
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Goiânia não registrou variação no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em julho. A inflação ficou em 0,00% no mês, após avançar 0,26% em junho. Apesar da estabilidade, a capital goiana continua com a maior inflação acumulada em 12 meses entre as áreas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados fazem parte do levantamento do IPCA e do INPC, divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (11).
Nos últimos 12 meses, até julho, o IPCA de Goiânia acumulou alta de 5,56%, o maior resultado entre as localidades pesquisadas pelo IBGE e acima da média nacional, de 4,44%. Já de janeiro a julho, a inflação da capital ficou em 3,51%, enquanto no Brasil foi de 3,44%.
A estabilidade dos preços em julho ocorreu em meio a movimentos de alta e queda entre os grupos de produtos e serviços. O tópico Alimentação e bebidas recuou 0,61% em Goiânia, enquanto o grupo Habitação avançou 0,98%.
Entre os alimentos, a maior redução ocorreu em tubérculos, raízes e legumes, que ficaram 18,13% mais baratos. Hortaliças e verduras tiveram queda de 0,85%. Em sentido contrário, as frutas subiram 2,63%, enquanto leite e derivados tiveram alta de 1,43%.
Os combustíveis para veículos também ajudaram a conter o índice, com redução de 1,65% no mês. O grupo Transportes, como um todo, caiu 0,60% em Goiânia.
Por outro lado, a energia elétrica residencial subiu 2,19% em julho na capital. O avanço contribuiu para a alta de 0,98% registrada pelo grupo Habitação. Artigos de limpeza também ficaram 0,77% mais caros.
O resultado de Goiânia ficou abaixo do índice nacional no mês. O IPCA brasileiro avançou 0,07% em julho, contra 0,16% em junho. No país, o tópico Alimentação e bebidas recuou 0,67%, enquanto Habitação registrou alta de 0,99%.
O IPCA acompanha a variação dos preços para famílias com renda de um a 40 salários mínimos. Em Goiânia, a pesquisa é realizada pelo IBGE desde 1991.
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