Jovem perde bebê e família questiona demora para ultrassom em maternidade de Goiânia; vídeo
Família afirma que Natieli chegou à maternidade Célia Câmara com sangramento, cólicas e contrações e esperou horas pela ultrassonografia
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Uma jovem de 21 anos, que estava grávida de oito meses, perdeu a bebê que esperava após procurar atendimento duas vezes na Maternidade Célia Câmara, em Goiânia. A família questiona a demora para a realização de uma ultrassonografia obstétrica na madrugada de terça-feira (1º), quando Natieli Oliveira da Silva retornou à unidade com sangramento, cólicas e contrações. A direção do unidade, no entanto, afirma que os atendimentos seguiram os protocolos assistenciais e que Natieli foi atendida por um médico às 2h40, após chegar à unidade às 2h16.
A ultrassonografia confirmou a ausência de batimentos cardíacos e o óbito da bebê, que se chamaria Cecília. Segundo o pai da criança, Elias, a principal reclamação da família é o tempo de espera pelo exame. Em um vídeo enviado à reportagem, uma familiar afirma que Natieli precisava da ultrassonografia com urgência e que foi informada de que não havia profissional disponível para realizá-la naquele momento.
“Estamos com uma paciente aqui passando mal, contração de quatro em quatro minutos e precisa de uma ultrassom urgente e não tem ultrassom na Maternidade Célia Câmara. Ela está com sangramento e muita dor e eles falam que não tem, não tem, não tem. Pronto, acabou”, relata a familiar nas imagens.
Elias também questiona a ausência de um profissional disponível durante a madrugada. “Como que uma maternidade de emergência não tem um profissional disponível pra realizar a ultrassonografia no período da noite? E se tiver alguma emergência igual tivemos e não tiver um profissional disponível para a realização do ultrassom?”, questionou.
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Primeiro atendimento
Natieli, moradora do Jardim do Cerrado, procurou a maternidade pela primeira vez na quinta-feira (27), quando estava com 32 semanas e um dia de gestação. Segundo a direção da unidade, ela apresentava pressão arterial de 130/80 mmHg, não tinha sangramento nem contrações e estava com o colo uterino fechado.
Na ocasião, a bebê apresentava batimentos cardíacos de 148 por minuto, aceleração transitória e movimentação fetal presente. O retorno ocorreu somente na madrugada de segunda para terça-feira (1º).
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Exame confirmou morte da bebê
Segundo a maternidade, Natieli apresentava cólicas esporádicas e pequena perda de sangue quando foi atendida pelo médico. Foram realizados exame obstétrico, avaliações com sonar Doppler e cardiotocografia, mas não foram identificados batimentos cardíacos fetais. Diante da suspeita de óbito fetal, a equipe solicitou uma ultrassonografia obstétrica com Doppler, que confirmou a morte da bebê.
Maternidade diz que protocolos serão revisados
Segundo a maternidade, após a confirmação do óbito, foram adotadas medidas para a indução do parto. A unidade pontua que Natieli recebeu atenção integral da equipe e analgesia durante o atendimento.
Em nota, a direção informou que todos os protocolos estão sendo revisados e que, caso seja necessário, os fluxos de atendimento serão corrigidos e medidas cabíveis serão adotadas. A unidade reforçou que, nos dois atendimentos, as condutas foram tomadas conforme a avaliação clínica apresentada pela paciente.
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NOTA OFICIAL
“A direção do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara esclarece o seguinte:
- A paciente NATIELI OLIVEIRA DA SILVA, foi acolhida na unidade na madrugada dessa terça-feira, 01/09, às 2h16 e atendida pelo médico às 02h40 e todos os atendimentos foram realizados dentro dos protocolos assistenciais e avaliação clínica apresentada a cada momento;
- No primeiro atendimento, dia 27/08, quinta-feira, a paciente estava com 32 semanas e um dia de gestação, com pressão arterial de 130/80 mmHg, ausência de sangramento e de contrações, colo uterino fechado e batimentos cardíacos fetais de 148 bpm, com aceleração transitória e movimentação fetal presente;
- Na madrugada do dia 01/09 a paciente retornou à unidade com cólicas esporádicas e pequena perda hemática. Foram realizados exame obstétrico, múltiplas avaliações com sonar Doppler e cardiotocografia, quando não foram identificados batimentos cardíacos fetais. Diante da suspeita de óbito feral foi solicitada uma ultrassonografia obstétrica com Doppler, constatando de fato a ocorrência do óbito fetal. Durante todo período de atendimento a paciente recebeu atenção integral da equipe e analgesia;
- Diante da constatação do óbito fetal foram adotadas medidas para indução do parto, ressaltando que todas as ações foram tempestivas e adequadas;
- Todos os protocolos de atendimento estão sendo revisados pela direção da unidade e sendo necessário, corrigirá fluxos do atendimento e adotando as medidas cabíveis, buscando sempre a humanização e compromisso de assistência integral à saúde.”