Motoristas do Mercado Livre denunciam bloqueio de contas em meio a protestos por reajustes, em Goiás
Trabalhadores de Goiás e do Distrito Federal relatam bloqueios e afirmam que alguns colegas estão com medo de aderir ao movimento previsto para 25 de setembro
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Motoristas que fazem entregas do Mercado Livre por meio de transportadoras em Goiás e no Distrito Federal afirmam que estão tendo as contas bloqueadas em meio à mobilização da categoria, que ameaça parar as atividades em 25 de setembro. Segundo os trabalhadores, pelo menos 26 pessoas teriam sido afetadas, e alguns profissionais estariam com receio de participar da paralisação por causa dos bloqueios.
“Eles estão coagindo motoristas e tem muitos que estão com medo devido a isso. Só que eu sei, nos grupos que eu estou, são mais de 26. Nós ligamos e os atendentes falam que não têm como responder o real motivo”, afirma Anderson Carlos Nazario, representante dos motoristas nas negociações.
A denúncia ocorre enquanto a categoria tenta negociar mudanças nas condições de trabalho. Os profissionais afirmam que os valores pagos pelas rotas estão sem reajuste há mais de três anos, apesar do aumento no número de entregas realizadas em cada jornada.

Os motoristas estabeleceram o dia 20 de setembro como prazo para receber uma resposta sobre as reivindicações. Caso não haja avanço nas conversas, eles afirmam que poderão interromper as atividades no dia 25.
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De acordo com Anderson, os bloqueios começaram no dia seguinte ao anúncio da mobilização e passou a ser uma das principais preocupações entre os profissionais já que as entregas são a principal renda de alguns trabalhadores. Além dos bloqueios, os motoristas também tiveram penalizações sem motivos em suas contas.
Mais trabalho pelo mesmo valor
Segundo os motoristas, os pagamentos variam conforme o veículo utilizado. Os valores informados pelos trabalhadores são de R$ 180 para carros de passeio, R$ 270 para utilitários e R$ 460 para VUCs, caminhões de pequeno porte. O problema apontado pela categoria é que esses valores teriam permanecido os mesmos por mais de três anos, enquanto a quantidade de entregas aumentou.
Os motoristas relatam que, anteriormente, uma rota costumava ter cerca de 40 paradas e aproximadamente 80 pacotes. Atualmente, segundo eles, há jornadas com mais de 100 paradas e mais de 150 pacotes.

Uma reunião entre representantes dos trabalhadores e responsáveis pelas operações de Goiânia e Brasília ocorreu no dia 4 de setembro. Na ocasião, conforme Anderson, ficou definido que as reivindicações seriam analisadas e que os motoristas aguardariam uma resposta até 20 de setembro.
Além de Goiás e do Distrito Federal, a mobilização também envolve profissionais de São Paulo e Minas Gerais.
O Mais Goiás procurou representantes do Mercado Livre para esclarecer as denúncias apresentadas pelos motoristas, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.